Letra de Tempo Feio - João Luiz Corrêa
Disco A
01
Tá Chegando o Campeiro
02
De Pronto pra Festança
03
Chinoca Flor do Campo
04
Quando Envelhece um Cavalo
05
Vaneira do Cantador
06
Chapéu Grande e Bombachão
07
Tradicionalista
08
Aos Que Vivem de Bombacha
09
No Bolicho
10
Gaiteiro Medonho
11
Chuva, Pranto e Saudade
12
Enchente de Vaneira
Disco B
01
À Moda Gaúcha
02
Namoro de Bailanta
03
Roubaram meu Cavalo
04
Touro Osco Queimado
05
Tempo Feio
06
Desafio Farroupilha
07
Batizado no Braseiro
08
Meu Photoshop é a Canha
09
Chineiro
10
Sublime Campo
11
Querência de Gaúcho
12
Farra Gaúcha
Tempo Feio
Dionísio Costa
O dia imitando a noite, um relâmpago dispara
E o sol escondendo a cara, prenunciando o temporal
O vento curvando galhos, os ramos que se entrelaçam
As roupas que se abraçam, retossando no varal
Um gato meio assustado, vem em busca de aconchêgo
Um cusco ronda os pelêgos, fugindo da chuva fria
Lambendo a taipa do açude, a água crêspa se agita
E o vestido da chinita, teimando com a ventanía
O peão campeiro maldizendo o vento
Bombeando as núvens por momento esquece
Que o campo morto com o temporal
Renova a vida quando o sol aquece
Vendo a fartura após o tempo feio
Dobrando os joelhos ao céu agradece
Pedindo à deus que amenize a fúria
Dos temporais que a vida oferece
Um pôtro coiceando a poeira, pára rodeio solito
A leitoada vem aos gritos, pra campear seu agasalho
Um guaxo preso na cêrca, se enforcando na cangalha
Enquanto o vento atrapalha, as labarêdas do borralho
Frutas e folhas despencam, forrando o chão do arvorêdo
A mansidão do varzêdo, se rende à vóz da tormenta
Revidar este mandado, é uma peleia no escuro
E em meio à tanto apuro, qualquer cristão se lamenta
O dia imitando a noite, um relâmpago dispara
E o sol escondendo a cara, prenunciando o temporal
O vento curvando galhos, os ramos que se entrelaçam
As roupas que se abraçam, retossando no varal
Um gato meio assustado, vem em busca de aconchêgo
Um cusco ronda os pelêgos, fugindo da chuva fria
Lambendo a taipa do açude, a água crêspa se agita
E o vestido da chinita, teimando com a ventanía
O peão campeiro maldizendo o vento
Bombeando as núvens por momento esquece
Que o campo morto com o temporal
Renova a vida quando o sol aquece
Vendo a fartura após o tempo feio
Dobrando os joelhos ao céu agradece
Pedindo à deus que amenize a fúria
Dos temporais que a vida oferece
Um pôtro coiceando a poeira, pára rodeio solito
A leitoada vem aos gritos, pra campear seu agasalho
Um guaxo preso na cêrca, se enforcando na cangalha
Enquanto o vento atrapalha, as labarêdas do borralho
Frutas e folhas despencam, forrando o chão do arvorêdo
A mansidão do varzêdo, se rende à vóz da tormenta
Revidar este mandado, é uma peleia no escuro
E em meio à tanto apuro, qualquer cristão se lamenta