Letra de Quando Envelhece um Cavalo - João Luiz Corrêa
Disco A
01
Tá Chegando o Campeiro
02
De Pronto pra Festança
03
Chinoca Flor do Campo
04
Quando Envelhece um Cavalo
05
Vaneira do Cantador
06
Chapéu Grande e Bombachão
07
Tradicionalista
08
Aos Que Vivem de Bombacha
09
No Bolicho
10
Gaiteiro Medonho
11
Chuva, Pranto e Saudade
12
Enchente de Vaneira
Disco B
01
À Moda Gaúcha
02
Namoro de Bailanta
03
Roubaram meu Cavalo
04
Touro Osco Queimado
05
Tempo Feio
06
Desafio Farroupilha
07
Batizado no Braseiro
08
Meu Photoshop é a Canha
09
Chineiro
10
Sublime Campo
11
Querência de Gaúcho
12
Farra Gaúcha
Quando Envelhece um Cavalo
Dionísio Costa/Mário Nenê/ João Luiz Corrêa
Sentindo o basto no couro, no ofício das tropeadas
Meu velho cavalo mouro, a tempo vem nas estradas
Nos atropelos mais feios, com mormaço, chuva ou frio
Me sustentou nos arreios, por muitos anos a fio
Meu parceiro nesta vida, de campereada e de festa
Vou deixar longe da lida, pelo tempo que lhe resta
Ele envelheceu comigo, passando trabalho a eito
Portanto é justo esse amigo, ser tratado com respeito
Hoje vou domar um potro, sangue da mesma tropilha
Tô precisando de outro, que o mouro apartei da encilha
Pois tempo é um sovéu aberto e a velhice bota o pealo
E se alonjura o que é perto, quando envelhece um cavalo
Sou igual as criaturas, que mais a gente quer bem
Pois na vida que se apura, sou passageiro também
Taureio a lida no braço, entre o azul e o capim
E a idade aperta o passo, me carregando pra o fim
Mas o guri que troteia, no seu flete de taquara
Tem o meu sangue nas veias, além das feições na cara
Se este potro que eu encilho, tem do mouro a procedência
No mesmo rastro o meu filho, vai herdar minha vivência
Sentindo o basto no couro, no ofício das tropeadas
Meu velho cavalo mouro, a tempo vem nas estradas
Nos atropelos mais feios, com mormaço, chuva ou frio
Me sustentou nos arreios, por muitos anos a fio
Meu parceiro nesta vida, de campereada e de festa
Vou deixar longe da lida, pelo tempo que lhe resta
Ele envelheceu comigo, passando trabalho a eito
Portanto é justo esse amigo, ser tratado com respeito
Hoje vou domar um potro, sangue da mesma tropilha
Tô precisando de outro, que o mouro apartei da encilha
Pois tempo é um sovéu aberto e a velhice bota o pealo
E se alonjura o que é perto, quando envelhece um cavalo
Sou igual as criaturas, que mais a gente quer bem
Pois na vida que se apura, sou passageiro também
Taureio a lida no braço, entre o azul e o capim
E a idade aperta o passo, me carregando pra o fim
Mas o guri que troteia, no seu flete de taquara
Tem o meu sangue nas veias, além das feições na cara
Se este potro que eu encilho, tem do mouro a procedência
No mesmo rastro o meu filho, vai herdar minha vivência