Letra de As Festas da Gringalhada - Júlio Cézar Leonardi
Disco A
01
Da Marca Nativa
02
Neste Inverno
03
Nem Formiga Nem Cigarra
04
Só na Marcação
05
Festa na Campanha
06
Os Meus Pais
07
É Como Diz o Ditado
08
É Coisa da Gringalhada
09
Pras Bailantas
10
Nas Águas da Vida
11
Bugio Velho
12
Quando Monto em Meu Cavalo
13
Meu Capricho
Disco B
01
Compadre Velho
02
As Festas da Gringalhada
03
Galo de Espora
04
Nos Acordes da Milonga
05
Águas Passadas
06
Vou Rever os Meus Pais
07
Velha Gaita
08
Sou Bem Assim
09
Quebrando o Espinhaço
10
Simples Cantador
11
Templo Campeiro
12
Sina de Gaiteiro
13
Minha Alma Cantadeira
As Festas da Gringalhada
Letra: Júlio Cézar Leonardi
Música: Júlio Cézar Leonardi
“Esta é mais uma homenagem aos descendentes de italianos espalhados por este Brasil”
Late a cuscada, faz aquela barulheira, chegou gente na porteira, e o nono não ouve nada;
a parentada entra na porta dos fundos, e um papagaio abelhudo diz “bom dia” pra gringada;
“sentem nos bancos”, já vai avisando a nona, “que é do cusco a poltrona e dos gatos as cadeiras”;
“fasta”a fruteira, abre espaço, põe a toalha, pega dominó e baralho e já começa a brincadeira.
É desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi;
é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi;
é desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi;
é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi.
Dê-lhe gritedo da piazada, em algazarra, quase atrapalhando a farra de sanfona e cantoria;
nessa alegria, grita a nona, em alvoroço: “Se abanquem para o almoço, porquê já é meio-dia!”
e vem a nona, enchendo a mesa de panela, cantando “La Verdinella”, traz fortalha e macarrão,
polenta e pão, pastel de “abóbra” e buchada, vinho e cuca recheada e uma sopa de feijão.
É desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi;
é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi;
é desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi;
é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi.
“E depois de toda aquela comilança, ainda tem um docinho, de sobremesa.“
Depois da bóia, arroz-doce e ambrosia, bergamota e ameixinha do pomar lá do quintal,
bolo e mingau, batata-doce, abacate, e ainda tem pipoca e mate, e um sagu, pra arrematar;
lá pelas tantas, nono e nona bocejando, tá na hora de ir andando, dar sossego pr’essa gente;
cada parente leva uma sacola cheia com o que sobrou da ceia, todo mundo sai contente.
É desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi;
é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi;
é desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi;
é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi.
Música: Júlio Cézar Leonardi
“Esta é mais uma homenagem aos descendentes de italianos espalhados por este Brasil”
Late a cuscada, faz aquela barulheira, chegou gente na porteira, e o nono não ouve nada;
a parentada entra na porta dos fundos, e um papagaio abelhudo diz “bom dia” pra gringada;
“sentem nos bancos”, já vai avisando a nona, “que é do cusco a poltrona e dos gatos as cadeiras”;
“fasta”a fruteira, abre espaço, põe a toalha, pega dominó e baralho e já começa a brincadeira.
É desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi;
é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi;
é desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi;
é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi.
Dê-lhe gritedo da piazada, em algazarra, quase atrapalhando a farra de sanfona e cantoria;
nessa alegria, grita a nona, em alvoroço: “Se abanquem para o almoço, porquê já é meio-dia!”
e vem a nona, enchendo a mesa de panela, cantando “La Verdinella”, traz fortalha e macarrão,
polenta e pão, pastel de “abóbra” e buchada, vinho e cuca recheada e uma sopa de feijão.
É desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi;
é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi;
é desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi;
é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi.
“E depois de toda aquela comilança, ainda tem um docinho, de sobremesa.“
Depois da bóia, arroz-doce e ambrosia, bergamota e ameixinha do pomar lá do quintal,
bolo e mingau, batata-doce, abacate, e ainda tem pipoca e mate, e um sagu, pra arrematar;
lá pelas tantas, nono e nona bocejando, tá na hora de ir andando, dar sossego pr’essa gente;
cada parente leva uma sacola cheia com o que sobrou da ceia, todo mundo sai contente.
É desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi;
é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi;
é desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi;
é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi.