Letra de É Coisa da Gringalhada - Júlio Cézar Leonardi
Disco A
01
Da Marca Nativa
02
Neste Inverno
03
Nem Formiga Nem Cigarra
04
Só na Marcação
05
Festa na Campanha
06
Os Meus Pais
07
É Como Diz o Ditado
08
É Coisa da Gringalhada
09
Pras Bailantas
10
Nas Águas da Vida
11
Bugio Velho
12
Quando Monto em Meu Cavalo
13
Meu Capricho
Disco B
01
Compadre Velho
02
As Festas da Gringalhada
03
Galo de Espora
04
Nos Acordes da Milonga
05
Águas Passadas
06
Vou Rever os Meus Pais
07
Velha Gaita
08
Sou Bem Assim
09
Quebrando o Espinhaço
10
Simples Cantador
11
Templo Campeiro
12
Sina de Gaiteiro
13
Minha Alma Cantadeira
É Coisa da Gringalhada
Letra: Júlio Cézar Leonardi
Música: Júlio Cézar Leonardi
Andam fazendo pirraça com os costumes da gringada, e se tu tá achando graça, olha bem pra tua morada;
Duvido que tu não tenha folhinha dependurada, ou use o fogão de lenha pra secar roupa molhada,
Uma mesa bem comprida, que é pra quando chega alguém, cheia de toalha florida, que nem balcão de armazém;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também.
“Não vá pensando que as folhinha são aquelas de borracharia. É tudo com santinho estampado.”
Em cima da geladeira, tem tranqueira “até a goela”; despensa com prateleira, pra guardar tudo as panela;
Cortina em lugar de porta, e onde tem porta, tramela; e um balcão guarda as compota, remédio e ratoeira velha;
Camisola e pijaminha sem uso, ainda se mantém; se a saúde descontrola, roupa pro hospital já tem;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também.
“Aliás, o gringo não tem cortina, só tem coltrina.”
Tem “laranjinha do céu” no pomar, que fica em roda; na garagem um Corcel, que, em setenta, era moda;
Cusco embaixo da parreira, onde o nono faz a poda; galinhada no terreiro bota ovo, enquanto engorda;
Um gato, gordo e vadio, que a nona chama “neném”, um papagaio arredio, xinga e reza e diz “amém”;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também.
“E não vamos esquecer do ‘chorasco’ do gringo, todo domingo com a filharada na volta.”
Domingo, vêm os parentes, e o rancho fica apertado; não para de chegar gente, vai ficando “entupetado”;
Junta neto, genro e nora, filho, primo e afilhado, “e o sossego foi-se embora”, pensa o nono, agoniado;
Batata vira salada, churrasco que vai e vem, vinho, cuca e goiabada, e a gringada se entretém;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também.
“Igualzinho lá em casa. Vai lá, pra ver.”
Música: Júlio Cézar Leonardi
Andam fazendo pirraça com os costumes da gringada, e se tu tá achando graça, olha bem pra tua morada;
Duvido que tu não tenha folhinha dependurada, ou use o fogão de lenha pra secar roupa molhada,
Uma mesa bem comprida, que é pra quando chega alguém, cheia de toalha florida, que nem balcão de armazém;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também.
“Não vá pensando que as folhinha são aquelas de borracharia. É tudo com santinho estampado.”
Em cima da geladeira, tem tranqueira “até a goela”; despensa com prateleira, pra guardar tudo as panela;
Cortina em lugar de porta, e onde tem porta, tramela; e um balcão guarda as compota, remédio e ratoeira velha;
Camisola e pijaminha sem uso, ainda se mantém; se a saúde descontrola, roupa pro hospital já tem;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também.
“Aliás, o gringo não tem cortina, só tem coltrina.”
Tem “laranjinha do céu” no pomar, que fica em roda; na garagem um Corcel, que, em setenta, era moda;
Cusco embaixo da parreira, onde o nono faz a poda; galinhada no terreiro bota ovo, enquanto engorda;
Um gato, gordo e vadio, que a nona chama “neném”, um papagaio arredio, xinga e reza e diz “amém”;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também.
“E não vamos esquecer do ‘chorasco’ do gringo, todo domingo com a filharada na volta.”
Domingo, vêm os parentes, e o rancho fica apertado; não para de chegar gente, vai ficando “entupetado”;
Junta neto, genro e nora, filho, primo e afilhado, “e o sossego foi-se embora”, pensa o nono, agoniado;
Batata vira salada, churrasco que vai e vem, vinho, cuca e goiabada, e a gringada se entretém;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também;
É coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também.
“Igualzinho lá em casa. Vai lá, pra ver.”