Letra de Flor das Almas - Raineri Spohr
Disco A
01
Na Volta da Estrada
02
De Pé Trocado
03
Na Palma da Mão (Enquanto Mateio)
04
De Pouso em Pouso
05
Na Recorrida das Bruxas
06
Nunca Mais
07
Futebol de Campanha
08
O Tempo do Verso
09
Pra Que Retornem Meus Sonhos
10
Flor das Almas
11
Pelo Espelho do Rio
12
De Violão no Colo
13
Rosa dos Ventos
14
Despachando um Trote Largo
Flor das Almas
Meu verso despiu o luto dos silêncios de novembro...
Quando a saudade das casas se foi além das cancelas,
Pois meu olhar caminhante ao perseguir horizontes:
Clareou o negro das horas com a floração amarela...
Te conheci, inocente, no sereno das auroras
Ao malmequer da incerteza que me fez jogar a sorte...
E descobri que teu nome esconde mais do que diz:
Maria-mole é Maria que leva a seiva da morte!
Flor das almas, por batismo, teu catecismo sagrado
Encontra o pleno do ser pra lembrar quem já se foi...
Pois és tu, flor amarela, do novembro dos finados,
Quem reaviva o passado... e também quem mata o boi.
Quem te vê bailando ao vento no desamparo do campo
Não imagina o veneno que tu guardas pra uma tropa...
Tão pequena e indefesa, despilchada de espinho,
Aonde a morte achou o ninho pra seguir campeando a volta.
Num contraponto de extremos, aonde o fim é o começo
Também enfeitas lamento, debruçada em pedra fria...
Pois se as almas te escolheram pra bem servires de abrigo
Eu descobri teu castigo: viver pra sempre poesia!
Quando a saudade das casas se foi além das cancelas,
Pois meu olhar caminhante ao perseguir horizontes:
Clareou o negro das horas com a floração amarela...
Te conheci, inocente, no sereno das auroras
Ao malmequer da incerteza que me fez jogar a sorte...
E descobri que teu nome esconde mais do que diz:
Maria-mole é Maria que leva a seiva da morte!
Flor das almas, por batismo, teu catecismo sagrado
Encontra o pleno do ser pra lembrar quem já se foi...
Pois és tu, flor amarela, do novembro dos finados,
Quem reaviva o passado... e também quem mata o boi.
Quem te vê bailando ao vento no desamparo do campo
Não imagina o veneno que tu guardas pra uma tropa...
Tão pequena e indefesa, despilchada de espinho,
Aonde a morte achou o ninho pra seguir campeando a volta.
Num contraponto de extremos, aonde o fim é o começo
Também enfeitas lamento, debruçada em pedra fria...
Pois se as almas te escolheram pra bem servires de abrigo
Eu descobri teu castigo: viver pra sempre poesia!