Letra de Futebol de Campanha - Raineri Spohr
Disco A
01
Na Volta da Estrada
02
De Pé Trocado
03
Na Palma da Mão (Enquanto Mateio)
04
De Pouso em Pouso
05
Na Recorrida das Bruxas
06
Nunca Mais
07
Futebol de Campanha
08
O Tempo do Verso
09
Pra Que Retornem Meus Sonhos
10
Flor das Almas
11
Pelo Espelho do Rio
12
De Violão no Colo
13
Rosa dos Ventos
14
Despachando um Trote Largo
Futebol de Campanha
Num campito desparelho
De bombacha arremangada
Vai se juntando a peonada
No domingo ensolarado...
Um eito pra cada lado,
Conforme manda o patrão,
Que escolhe com precaução
O time do seu agrado.
Pelota sem quatro gomos
E goleira de taquara,
Escanteio na coivara,
Lateral junto à cancela...
De canha à meia-costela
Fica lindo o alvoroço
Só se alivia o pescoço,
Franja pra baixo é canela!
O futebol de campanha
É assim lá na querência:
Sempre se dá preferência
Pra o índio que se desloca,
Quem pede e não sai da toca
Não ganha bola de fato,
A defesa é só pro mato
E o ataque é de bota e bota!
Por juiz o Tiaraju
Mete respeito entonado
Com um “dagão” atravessado
E os “zóio” que tudo enxerga,
Por maqueiro o João-da-erva
Entrevado de galpão
Tira no carro de mão
Quem se estende na macega.
Pé descalço e garrão bruto
Cravejado de roseta
E na volta da paleta
Vai estampado o vergão
Nunca tem reclamação
De quem ficou na barreira
Prevenindo só a baixeira
Da paulada de um dedão.
Ninguém guarda posição
O resultado é o de menos
Cada um com seu veneno
Caprichando a pontaria
O esquema é “tudo a la cria”
Pra jogar basta coragem,
Impedimento é bobagem,
Vale frouxo a pescaria!
De bombacha arremangada
Vai se juntando a peonada
No domingo ensolarado...
Um eito pra cada lado,
Conforme manda o patrão,
Que escolhe com precaução
O time do seu agrado.
Pelota sem quatro gomos
E goleira de taquara,
Escanteio na coivara,
Lateral junto à cancela...
De canha à meia-costela
Fica lindo o alvoroço
Só se alivia o pescoço,
Franja pra baixo é canela!
O futebol de campanha
É assim lá na querência:
Sempre se dá preferência
Pra o índio que se desloca,
Quem pede e não sai da toca
Não ganha bola de fato,
A defesa é só pro mato
E o ataque é de bota e bota!
Por juiz o Tiaraju
Mete respeito entonado
Com um “dagão” atravessado
E os “zóio” que tudo enxerga,
Por maqueiro o João-da-erva
Entrevado de galpão
Tira no carro de mão
Quem se estende na macega.
Pé descalço e garrão bruto
Cravejado de roseta
E na volta da paleta
Vai estampado o vergão
Nunca tem reclamação
De quem ficou na barreira
Prevenindo só a baixeira
Da paulada de um dedão.
Ninguém guarda posição
O resultado é o de menos
Cada um com seu veneno
Caprichando a pontaria
O esquema é “tudo a la cria”
Pra jogar basta coragem,
Impedimento é bobagem,
Vale frouxo a pescaria!