Letra de Na Volta da Estrada - Raineri Spohr
Disco A
01
Na Volta da Estrada
02
De Pé Trocado
03
Na Palma da Mão (Enquanto Mateio)
04
De Pouso em Pouso
05
Na Recorrida das Bruxas
06
Nunca Mais
07
Futebol de Campanha
08
O Tempo do Verso
09
Pra Que Retornem Meus Sonhos
10
Flor das Almas
11
Pelo Espelho do Rio
12
De Violão no Colo
13
Rosa dos Ventos
14
Despachando um Trote Largo
Na Volta da Estrada
Entregou a encomenda:
Canha, fumo, “querosena”
E as velas da Tia Maruca...
O vestido pra Manoela,
Uma sanha na cancela
E a saudade na garupa.
Do bolicho do Tio Nico
Se foi mais de légua e pico
Despachando um trote largo,
Na cruzada de outro dia
Com seu galgo Ventania
E a cadência do tostado...
Não faltou nenhum mandado
Nem sobrou nos anotado
Tudo medido e certito...
Com a alma alivianada
E a nica-joga embolsada
Pela paga do piazito!
E o Selmar pelo galpão
Meta canha e violão
Volta e meia um baio bueno,
Fechado a palha de milho
Que entre verso e estribilho
Fumaceia bem sereno!
E na volta da estrada
Traz uma história inventada
Com ares de picardia:
“ – Tu me acredita Manoela
Que no Passo da Pinguela
Rezei quatro Ave-maria?”
“ – Pois é fato sucedido
Que eu vinha desprevenido
Assobiando uma coplita
E me saltou bem na frente
Um misto de fera e gente
Com‘ zoreia’ de mulita”
Fim de mês a estrada é certa
E um mundo de porta aberta
Pra guri, galgo e tostado...
Nem que a coisa fique preta
Quem compra na caderneta
Volta pra pagar o fiado!
Canha, fumo, “querosena”
E as velas da Tia Maruca...
O vestido pra Manoela,
Uma sanha na cancela
E a saudade na garupa.
Do bolicho do Tio Nico
Se foi mais de légua e pico
Despachando um trote largo,
Na cruzada de outro dia
Com seu galgo Ventania
E a cadência do tostado...
Não faltou nenhum mandado
Nem sobrou nos anotado
Tudo medido e certito...
Com a alma alivianada
E a nica-joga embolsada
Pela paga do piazito!
E o Selmar pelo galpão
Meta canha e violão
Volta e meia um baio bueno,
Fechado a palha de milho
Que entre verso e estribilho
Fumaceia bem sereno!
E na volta da estrada
Traz uma história inventada
Com ares de picardia:
“ – Tu me acredita Manoela
Que no Passo da Pinguela
Rezei quatro Ave-maria?”
“ – Pois é fato sucedido
Que eu vinha desprevenido
Assobiando uma coplita
E me saltou bem na frente
Um misto de fera e gente
Com‘ zoreia’ de mulita”
Fim de mês a estrada é certa
E um mundo de porta aberta
Pra guri, galgo e tostado...
Nem que a coisa fique preta
Quem compra na caderneta
Volta pra pagar o fiado!