Letra de Virou Linguiça - João Luiz Corrêa
Disco A
01
Lidas de Gaúcho
02
Vida de Campeiro
03
Filho do Rio Grande
04
Pra Ti Que és um Gaúcho
05
Virou Linguiça
06
Outro Mate
07
Gauchão do Mate Doce
08
Eterno Encontro
09
Entre Gaitaço e Vanera
10
Na Solidão da Tua Espera
11
Cultuando a Tradição
12
De Alma Cigana
13
Na Garupa do Meu Mouro
14
Pra te Ouvir Milonga
15
O Dançador de Vanera
Disco B
01
Aquela que Danço Bem
02
Marca Gaúcha
03
Alma de Vaneira
04
Minha Vida
05
Dança Comigo
06
Um Ranchinho Pra Ela
07
Se a Saudade Apertar
08
A Volta
09
Reflita
10
Abanando as Franjas do Pala
11
Isto é Rio Grande
12
No Rancho do Pensamento
13
Fama de Campeão
14
Cadê o Bugio
Virou Linguiça
"Rodrigo Bauer / João Luiz Corrêa"
Virou linguiça, meu irmão, virou linguiça!
Levou-se à breca a vergonha, se acadelou a justiça!
Virou linguiça, meu irmão, virou linguiça!
O velho fio de bigode hoje é uma barba postiça!
Na minha terra: malandragem, golpe baixo,
O famoso cambalacho, há quem chame de linguiça...
O sal esconde alguma coisa no tempero,
Mas eu sinto aquele cheiro inconfundível de carniça...
Um sete um, o caixa dois, a safadeza,
Lembra o nervo e a impureza que vão dentro da linguiça.
Quem cobra a doma e entrega um flete aporreado,
Faz igual ao deputado que não vota por preguiça...
Quem vende um laço ramalhado e com defeito
Não é melhor que o prefeito que desvia e desperdiça...
Quem fura a fila não é nada diferente
Do político influente que ata a ponta da linguiça!
E o bolicheiro que se escora na balança,
Fala em ética, esperança, em princípios e premissas...
Faz propaganda do que vende olhando, teso,
E com o dedo rouba peso no granel e na hortaliça!
Esse país que é tão gigante, meu parceiro,
Hoje em dia, cabe inteiro numa volta de linguiça!
Virou linguiça, meu irmão, virou linguiça!
Levou-se à breca a vergonha, se acadelou a justiça!
Virou linguiça, meu irmão, virou linguiça!
O velho fio de bigode hoje é uma barba postiça!
Na minha terra: malandragem, golpe baixo,
O famoso cambalacho, há quem chame de linguiça...
O sal esconde alguma coisa no tempero,
Mas eu sinto aquele cheiro inconfundível de carniça...
Um sete um, o caixa dois, a safadeza,
Lembra o nervo e a impureza que vão dentro da linguiça.
Quem cobra a doma e entrega um flete aporreado,
Faz igual ao deputado que não vota por preguiça...
Quem vende um laço ramalhado e com defeito
Não é melhor que o prefeito que desvia e desperdiça...
Quem fura a fila não é nada diferente
Do político influente que ata a ponta da linguiça!
E o bolicheiro que se escora na balança,
Fala em ética, esperança, em princípios e premissas...
Faz propaganda do que vende olhando, teso,
E com o dedo rouba peso no granel e na hortaliça!
Esse país que é tão gigante, meu parceiro,
Hoje em dia, cabe inteiro numa volta de linguiça!