Letra de Num Baile de Cola Atada - Pátria Sulina
Disco A
01
Por Isso Canto, Senhores
02
Vaneira Macharrona
03
Dias de Gineteada
04
Na Solidão de Algum Posto
05
Décima da Mula Fumaça
06
Campeando O que Vale a Pena
07
Relato de Um Índio Bochincheiro
08
Um Grito Chamando a Ponta
09
Larga, Senão Apanha Atado
10
Num Baile de Cola Atada
11
Gritos de Recolhida
12
Arte, Coragem e Bravura
13
Quando Floreio a Encordada
Num Baile de Cola Atada
(Letra: Rogério Villagran | Música: Uiliam Michelon)
Pras bandas do Batovi buscando a volta da estrada
O baile de cola atada noite adentro galopeava
O chinedo escramuçava tranqueando num bate-coxa
E a indiada dançando frouxa na poeira se entreverava
Bem no miolo do povo, num rancho grande barreado
Tava o retoço formado na madrugada tranquila
E eu faceiro e bem dos pilas, sou taura e ninguém disfarça
Voltava de uma comparsa no fim da safra de esquila
Quebrei meu chapéu na nuca e entrei arrastando espora
Pois pouco não me apavora e só a morte me cala
A gaita era a voz da sala gemendo num sofrenaço
Marcando firme o compasso de uma vaneira baguala
Apartei uma morena, a mais lindaça da farra
Tinha o corpo de guitarra e o olhar de primavera
Quem enfeitiçou este quera muito teatino e sem apego
Que ali encontrou achego pra o velho peito tapera
Saí dançando altaneiro, agarradito com a tchanga
E percebi que a camanga contra mim já tava feita
Senti minha vida estreita ali naquela ocasião
Não procuro confusão, mas um bochincho se ajeita
Saltava fogo dos ferros, se ouvia assovios de bala
Atirei pra trás o pala e entreguei pra Deus minha sina
Quem faz o que a vida ensina muy tarimbeiro se cria
"Peliemo" até clarear o dia, mas não entreguei a china
Quebrei meu chapéu na nuca e entrei arrastando espora...
Pras bandas do Batovi buscando a volta da estrada
O baile de cola atada noite adentro galopeava
O chinedo escramuçava tranqueando num bate-coxa
E a indiada dançando frouxa na poeira se entreverava
Bem no miolo do povo, num rancho grande barreado
Tava o retoço formado na madrugada tranquila
E eu faceiro e bem dos pilas, sou taura e ninguém disfarça
Voltava de uma comparsa no fim da safra de esquila
Quebrei meu chapéu na nuca e entrei arrastando espora
Pois pouco não me apavora e só a morte me cala
A gaita era a voz da sala gemendo num sofrenaço
Marcando firme o compasso de uma vaneira baguala
Apartei uma morena, a mais lindaça da farra
Tinha o corpo de guitarra e o olhar de primavera
Quem enfeitiçou este quera muito teatino e sem apego
Que ali encontrou achego pra o velho peito tapera
Saí dançando altaneiro, agarradito com a tchanga
E percebi que a camanga contra mim já tava feita
Senti minha vida estreita ali naquela ocasião
Não procuro confusão, mas um bochincho se ajeita
Saltava fogo dos ferros, se ouvia assovios de bala
Atirei pra trás o pala e entreguei pra Deus minha sina
Quem faz o que a vida ensina muy tarimbeiro se cria
"Peliemo" até clarear o dia, mas não entreguei a china
Quebrei meu chapéu na nuca e entrei arrastando espora...