Letra de Décima da Mula Fumaça - Pátria Sulina
Disco A
01
Por Isso Canto, Senhores
02
Vaneira Macharrona
03
Dias de Gineteada
04
Na Solidão de Algum Posto
05
Décima da Mula Fumaça
06
Campeando O que Vale a Pena
07
Relato de Um Índio Bochincheiro
08
Um Grito Chamando a Ponta
09
Larga, Senão Apanha Atado
10
Num Baile de Cola Atada
11
Gritos de Recolhida
12
Arte, Coragem e Bravura
13
Quando Floreio a Encordada
Décima da Mula Fumaça
(Letra e Música: Rogério Villagran)
Reparem no retrato que a minha estampa define
Sou Laélio Bianchini e aqui, no mais, me desato
Para fazer o relato de uma façanha machaça
Porque a sorte andava escassa e foi naquela segunda
Que tive que dá uma tunda na minha mula fumaça
Vinha no mais, ao passito, pensando e mirando lejo
Quando senti de reflejo que tinha algo esquisito
Às vez' nem eu acredito e chego a ficar pensando
Porque eu não tava esperando, pois foi no cambiar do jogo
Que a fumaça prendeu fogo e virou brasa corcoveando
Já na primeira gambeta, por pouco que não me esfola
Caiu sentada na cola se esquivando das roseta'
Oigalê, mula sotreta, que se arrasta e não se achica
Chegava a ficar nanica num chamarreio estendido
Sem saber que foi parido lá pela coxilha rica
Seria o destino ingrato quando ajouja um açoite
Ao xucro que passa a noite fazendo corpo de gato
Nas venta' um cheiro de extrato, na alma um resto de fula
Tormento pra quem "carcula" o peso que vem nos taco'
Balanceando no sovaco cada corcóveo da mula
Arrinconado na encilha onde nunca me arroio
Só livro a toca dos "óio" e o resto tudo é virilha
No socado eu sou forquilha quando atropelo as esporas
Riscando paleta afora no velho estilo campeiro
Que eu venho lá do barreiro e miséria não me apavora
De repente a mal costeada, na volta de um sarandeio
Quase que se parte ao meio numa baguala bolcada
Saí livre da malvada e pra lhe encurtar a prosa
Depois desta baita grosa ainda me dói a carcaça
Mas na minha mula fumaça não hay cismas de baldosa
Seria o destino ingrato quando ajouja um açoite...
Reparem no retrato que a minha estampa define
Sou Laélio Bianchini e aqui, no mais, me desato
Para fazer o relato de uma façanha machaça
Porque a sorte andava escassa e foi naquela segunda
Que tive que dá uma tunda na minha mula fumaça
Vinha no mais, ao passito, pensando e mirando lejo
Quando senti de reflejo que tinha algo esquisito
Às vez' nem eu acredito e chego a ficar pensando
Porque eu não tava esperando, pois foi no cambiar do jogo
Que a fumaça prendeu fogo e virou brasa corcoveando
Já na primeira gambeta, por pouco que não me esfola
Caiu sentada na cola se esquivando das roseta'
Oigalê, mula sotreta, que se arrasta e não se achica
Chegava a ficar nanica num chamarreio estendido
Sem saber que foi parido lá pela coxilha rica
Seria o destino ingrato quando ajouja um açoite
Ao xucro que passa a noite fazendo corpo de gato
Nas venta' um cheiro de extrato, na alma um resto de fula
Tormento pra quem "carcula" o peso que vem nos taco'
Balanceando no sovaco cada corcóveo da mula
Arrinconado na encilha onde nunca me arroio
Só livro a toca dos "óio" e o resto tudo é virilha
No socado eu sou forquilha quando atropelo as esporas
Riscando paleta afora no velho estilo campeiro
Que eu venho lá do barreiro e miséria não me apavora
De repente a mal costeada, na volta de um sarandeio
Quase que se parte ao meio numa baguala bolcada
Saí livre da malvada e pra lhe encurtar a prosa
Depois desta baita grosa ainda me dói a carcaça
Mas na minha mula fumaça não hay cismas de baldosa
Seria o destino ingrato quando ajouja um açoite...