Letra de Na Solidão de Algum Posto - Pátria Sulina
Disco A
01
Por Isso Canto, Senhores
02
Vaneira Macharrona
03
Dias de Gineteada
04
Na Solidão de Algum Posto
05
Décima da Mula Fumaça
06
Campeando O que Vale a Pena
07
Relato de Um Índio Bochincheiro
08
Um Grito Chamando a Ponta
09
Larga, Senão Apanha Atado
10
Num Baile de Cola Atada
11
Gritos de Recolhida
12
Arte, Coragem e Bravura
13
Quando Floreio a Encordada
Na Solidão de Algum Posto
(Letra: Rogério Villagran | Música: César Oliveira)
Solito e manso na solidão de algum posto
Pensando longe mateio bombeando a lua
Quando a lembrança se potreia e vira as garra'
Sempre me agarra sentindo saudades tua'
Se eu não tivesse que andar rolando o mundo
Guasqueando a sina de ter nascido encruado
Acolherava minha estampa em tua alma
Serena e calma, eu deixava de andar alçado
Foi o destino que fez com que eu me perdesse
Pela distância que se agranda e me carrega
Com meu sombreiro debochando das tormentas
Das que arrebenta escabelando macegas
De ponta a ponta vou cruzando esta querência
Golpeando potro e pechando boi nos refugos
Pois não me entrego nem pra o guascaço mais forte
Só mesmo a morte pode me quebrar o sabugo
Pra querendona flor de prenda, meu amor
Eu ofereço minha estampa de campeiro
E se o tempo não se fizer de carancho
Eu ergo um rancho n'algum recanto fronteiro
Pra escorar o golpe das galopeadas do inverno
E vento bravo que assovia das bibocas
A quincha grossa de santa-fé e estraladeira
Será trincheira pra um teatino e uma chinoca
E quando o sol brilhar mais cedo e mais forte
E a primavera alvorotar o meu rincão
Serei mais taura em domas e gineteadas
Das campereadas erguerei poeira do chão
E a flor mais linda que florescer será ela
Frente ao galpão no clarão de um riso largo
Pra me dar um beijo quando eu voltar estropiado
Pedindo agrado de carinho e mate amargo
Solito e manso na solidão de algum posto
Pensando longe mateio bombeando a lua
Quando a lembrança se potreia e vira as garra'
Sempre me agarra sentindo saudades tua'
Se eu não tivesse que andar rolando o mundo
Guasqueando a sina de ter nascido encruado
Acolherava minha estampa em tua alma
Serena e calma, eu deixava de andar alçado
Foi o destino que fez com que eu me perdesse
Pela distância que se agranda e me carrega
Com meu sombreiro debochando das tormentas
Das que arrebenta escabelando macegas
De ponta a ponta vou cruzando esta querência
Golpeando potro e pechando boi nos refugos
Pois não me entrego nem pra o guascaço mais forte
Só mesmo a morte pode me quebrar o sabugo
Pra querendona flor de prenda, meu amor
Eu ofereço minha estampa de campeiro
E se o tempo não se fizer de carancho
Eu ergo um rancho n'algum recanto fronteiro
Pra escorar o golpe das galopeadas do inverno
E vento bravo que assovia das bibocas
A quincha grossa de santa-fé e estraladeira
Será trincheira pra um teatino e uma chinoca
E quando o sol brilhar mais cedo e mais forte
E a primavera alvorotar o meu rincão
Serei mais taura em domas e gineteadas
Das campereadas erguerei poeira do chão
E a flor mais linda que florescer será ela
Frente ao galpão no clarão de um riso largo
Pra me dar um beijo quando eu voltar estropiado
Pedindo agrado de carinho e mate amargo