Letra de Campeando O que Vale a Pena - Pátria Sulina
Disco A
01
Por Isso Canto, Senhores
02
Vaneira Macharrona
03
Dias de Gineteada
04
Na Solidão de Algum Posto
05
Décima da Mula Fumaça
06
Campeando O que Vale a Pena
07
Relato de Um Índio Bochincheiro
08
Um Grito Chamando a Ponta
09
Larga, Senão Apanha Atado
10
Num Baile de Cola Atada
11
Gritos de Recolhida
12
Arte, Coragem e Bravura
13
Quando Floreio a Encordada
Campeando O que Vale a Pena
(Letra e Música: Rogério Villagran)
Chora a cordeona no repique da vaneira
E a polvadeira tomando conta da sala
Mescla o feitiço da farra que me provoca
Ao que me toca depois que um trago me embala
Peço a bolada pra que passa negaceando
Se chamarreando na cadência do gaiteiro
Que quase atora a cordeona que golpeia
Quando floreia o que me chama pro entreveiro
Morena linda, te arrenega e me convida
Que eu sou da lida e te agarro a unha num pulo
Te quero mansa, mas xucra também me agrada
Pois na volteada tem coisas que eu não "carculo"
Lá na grongueira, que é a estância que eu sou mensual
Vem pra o buçal o que sobra pra quem se justa
Não te comparo, mas teu jeito malicioso
De "arrastá" o toso enquanto baila não me assusta
Te avisto assim o que aos poucos me alucina
Florão de china com ares de primavera
Teu lindo encanto alvorota o que se cala
Pois se abaguala tenteando o golpe que espera
E eu, peão de estância aclimatado ao serviço
Tenho por vício lida de campo e mangueira
Mas me extravio campeando o que vale a pena
Se esta morena me encontra nessa maneira
Morena linda, te arrenega e me convida...
Chora a cordeona no repique da vaneira
E a polvadeira tomando conta da sala
Mescla o feitiço da farra que me provoca
Ao que me toca depois que um trago me embala
Peço a bolada pra que passa negaceando
Se chamarreando na cadência do gaiteiro
Que quase atora a cordeona que golpeia
Quando floreia o que me chama pro entreveiro
Morena linda, te arrenega e me convida
Que eu sou da lida e te agarro a unha num pulo
Te quero mansa, mas xucra também me agrada
Pois na volteada tem coisas que eu não "carculo"
Lá na grongueira, que é a estância que eu sou mensual
Vem pra o buçal o que sobra pra quem se justa
Não te comparo, mas teu jeito malicioso
De "arrastá" o toso enquanto baila não me assusta
Te avisto assim o que aos poucos me alucina
Florão de china com ares de primavera
Teu lindo encanto alvorota o que se cala
Pois se abaguala tenteando o golpe que espera
E eu, peão de estância aclimatado ao serviço
Tenho por vício lida de campo e mangueira
Mas me extravio campeando o que vale a pena
Se esta morena me encontra nessa maneira
Morena linda, te arrenega e me convida...