Letra de Um Grito Chamando a Ponta - Pátria Sulina
Disco A
01
Por Isso Canto, Senhores
02
Vaneira Macharrona
03
Dias de Gineteada
04
Na Solidão de Algum Posto
05
Décima da Mula Fumaça
06
Campeando O que Vale a Pena
07
Relato de Um Índio Bochincheiro
08
Um Grito Chamando a Ponta
09
Larga, Senão Apanha Atado
10
Num Baile de Cola Atada
11
Gritos de Recolhida
12
Arte, Coragem e Bravura
13
Quando Floreio a Encordada
Um Grito Chamando a Ponta
(Letra e Música: Rogério Villagran)
Se as pedras tivessem vida, talvez as taipas falassem
De coisas que só Deus sabe mas, por segredo, não conta
Se o vento ao menos cantasse ao invés de assoviar triste
Alguém escutava o eco de um grito chamando a ponta
Talvez se o sinal dos cascos não tivesse se apagado
A gente imaginaria o tamanho da morruda
Talvez um sinal de fogo nos diria quantos eram
Quantas mulas e cargueiros, quantos cavalos de muda
O que se sabe é que as copas dos sombreiros de abas largas
Quinchavam capas e ponchos nos dias de viração
E nestes dias os olhos colgavam em suas retinas
Léguas de liberdade e sobras de solidão
O que se sabe é que as ânsias de quem vinha na culatra
Tinham a mesma valia dos que faziam o fiador
E cada dia de marcha logravam um eito da vida
E as rondas volteavam sonhos do fundo do corredor
Pena que o tempo estourou e os que viviam das tropas
Ficaram na polvadeira tentando encontrar o rastro
De quando voltavam ao rancho com o peçuelo forrado
E uma meta de chibo entre os pelegos e o basto
Mesmo assim eu sei que o tempo não enlota e nem refuga
Bois e mulas que o destino faturou de cada homem
Pois se me sobra um cincerro vez por outra retinindo
Saberei que minha alma jamais morrerá de fome
Se as pedras tivessem vida, talvez as taipas falassem
De coisas que só Deus sabe mas, por segredo, não conta
Se o vento ao menos cantasse ao invés de assoviar triste
Alguém escutava o eco de um grito chamando a ponta
Talvez se o sinal dos cascos não tivesse se apagado
A gente imaginaria o tamanho da morruda
Talvez um sinal de fogo nos diria quantos eram
Quantas mulas e cargueiros, quantos cavalos de muda
O que se sabe é que as copas dos sombreiros de abas largas
Quinchavam capas e ponchos nos dias de viração
E nestes dias os olhos colgavam em suas retinas
Léguas de liberdade e sobras de solidão
O que se sabe é que as ânsias de quem vinha na culatra
Tinham a mesma valia dos que faziam o fiador
E cada dia de marcha logravam um eito da vida
E as rondas volteavam sonhos do fundo do corredor
Pena que o tempo estourou e os que viviam das tropas
Ficaram na polvadeira tentando encontrar o rastro
De quando voltavam ao rancho com o peçuelo forrado
E uma meta de chibo entre os pelegos e o basto
Mesmo assim eu sei que o tempo não enlota e nem refuga
Bois e mulas que o destino faturou de cada homem
Pois se me sobra um cincerro vez por outra retinindo
Saberei que minha alma jamais morrerá de fome