Letra de Bochincho Em Unistalda - Xiru Missioneiro
Disco A
01
Chupando Beiço
02
Loira de Farmácia
03
Corpo Esgualepado
04
Descascando a Pau
05
Tchu Tchuquinha
06
Bailongo
07
Forrobodó
08
Marca do Sul
09
Anjo da Pele Escura
10
De Pura Cepa
11
Da Marca Missioneira
12
Domador Louco
13
Meninos Sem Nome
14
Louca Pagodeira
Disco B
01
Raimunda
02
Nega Barrasca
03
Xote Beiçudo
04
O Guasca e a Roqueira
05
Mundo Missioneiro
06
Mina Dos Diabos
07
Bochincho Em Unistalda
08
Sangue de Domador
09
Uma Pena Que é Tua
10
Canto a São Luiz Gonzaga
11
Um Velho Que Cheira a Pampa
12
Tá No Papo Da Galera
13
Pó de Mangueira
14
Tostado Labareda
Bochincho Em Unistalda
Lourenço Notargiácomo / Xirú Missioneiro
(Hohola cosa buena, hoje eu me largo pra um fandango,
lá pras bandas de Unistalda, vou bailar de pé trocado,
que a gente aperta e mete a perna, não é Sadi Machado?)
Fiquei sabendo dum baile velho cuiudo
Desses crinudo de metê de upa e iupa
Apertei os caco no mouro véio carancho
Mala de poncho e acordeona na garupa
A galopito cortei por dentro do campo
Dereito ao surungo lá pras banda de Unistalda
E a gaita véia que gemia e resmungava
Nas munhéca de um gaitero que golpeava a meia espalda
(Dom Miguel Marques e o Tio Nanato, bom gaiteiro
E a indiada se escafedia numa vanera,
num balanço de Gilberto Monteiro)
Dono do rancho quando enxergou que era eu
Me arrecebeu na moda véia hospitaleira
Mandou passar e me apresentou pra família
Que me queria que eu tocasse umas venera
Já de vereda me arrastou lá pra cozinha
Me serviu um assado de Gambá e Jaguatirica
E um custilhado de Capincho enfumaçado
Num ensopado bem cardiado de canjica
(Meu amigo Kiko vai caçando uns Tatu que eu vou levá
o Luiz Antonio Vieira e o Edson Amaral Miguelan)
Garrei a gaita e já guasquei um limpa banco
Desses de loco se escafedê no balanço
Queixo com queixo tinindo rangindo o couro
Metendo o laço num trancaço de boi manso
E o baile véio foi comendo a madrugada
Garrando corpo num balanço bem campeiro
E a vinte e quatro quando roncava nos baixo
Que derrubava até Pelincho do poleiro (2x)
(Hohola fandango bueno e a indiada de tão bagual
chegava a dançar de acavalo)
Lá pelas tantas por meadas da madrugada
Chegou Beto Caetano, gaiteiro macanudo
Menito Sartura e desatou-lhe uma cantiga
Na moda antiga de um tal Mario Cuiudo
Quando o Sol veio rumbiando as festa do rancho
O Luiz Caetano agradeceu aquele povo
Disse daqui uns dias eu vou caçar outro Capincho
Pra outro bochincho vocês voltam aqui de novo
(Por despedida servi um café preto, pão guerrudo de panela
e um Puchero entreverado com mandioca, apimentado,
que baixava rasgando a goela)
por nelson de campos
(Hohola cosa buena, hoje eu me largo pra um fandango,
lá pras bandas de Unistalda, vou bailar de pé trocado,
que a gente aperta e mete a perna, não é Sadi Machado?)
Fiquei sabendo dum baile velho cuiudo
Desses crinudo de metê de upa e iupa
Apertei os caco no mouro véio carancho
Mala de poncho e acordeona na garupa
A galopito cortei por dentro do campo
Dereito ao surungo lá pras banda de Unistalda
E a gaita véia que gemia e resmungava
Nas munhéca de um gaitero que golpeava a meia espalda
(Dom Miguel Marques e o Tio Nanato, bom gaiteiro
E a indiada se escafedia numa vanera,
num balanço de Gilberto Monteiro)
Dono do rancho quando enxergou que era eu
Me arrecebeu na moda véia hospitaleira
Mandou passar e me apresentou pra família
Que me queria que eu tocasse umas venera
Já de vereda me arrastou lá pra cozinha
Me serviu um assado de Gambá e Jaguatirica
E um custilhado de Capincho enfumaçado
Num ensopado bem cardiado de canjica
(Meu amigo Kiko vai caçando uns Tatu que eu vou levá
o Luiz Antonio Vieira e o Edson Amaral Miguelan)
Garrei a gaita e já guasquei um limpa banco
Desses de loco se escafedê no balanço
Queixo com queixo tinindo rangindo o couro
Metendo o laço num trancaço de boi manso
E o baile véio foi comendo a madrugada
Garrando corpo num balanço bem campeiro
E a vinte e quatro quando roncava nos baixo
Que derrubava até Pelincho do poleiro (2x)
(Hohola fandango bueno e a indiada de tão bagual
chegava a dançar de acavalo)
Lá pelas tantas por meadas da madrugada
Chegou Beto Caetano, gaiteiro macanudo
Menito Sartura e desatou-lhe uma cantiga
Na moda antiga de um tal Mario Cuiudo
Quando o Sol veio rumbiando as festa do rancho
O Luiz Caetano agradeceu aquele povo
Disse daqui uns dias eu vou caçar outro Capincho
Pra outro bochincho vocês voltam aqui de novo
(Por despedida servi um café preto, pão guerrudo de panela
e um Puchero entreverado com mandioca, apimentado,
que baixava rasgando a goela)
por nelson de campos