Letra de Anjo da Pele Escura - Xiru Missioneiro
Disco A
01
Chupando Beiço
02
Loira de Farmácia
03
Corpo Esgualepado
04
Descascando a Pau
05
Tchu Tchuquinha
06
Bailongo
07
Forrobodó
08
Marca do Sul
09
Anjo da Pele Escura
10
De Pura Cepa
11
Da Marca Missioneira
12
Domador Louco
13
Meninos Sem Nome
14
Louca Pagodeira
Disco B
01
Raimunda
02
Nega Barrasca
03
Xote Beiçudo
04
O Guasca e a Roqueira
05
Mundo Missioneiro
06
Mina Dos Diabos
07
Bochincho Em Unistalda
08
Sangue de Domador
09
Uma Pena Que é Tua
10
Canto a São Luiz Gonzaga
11
Um Velho Que Cheira a Pampa
12
Tá No Papo Da Galera
13
Pó de Mangueira
14
Tostado Labareda
Anjo da Pele Escura
Adalberto Machado / Xiru Missioneiro •
Tomei um chá de ternura numa volteada que fiz
No interior de São Luiz cheguei pra descansar um pouco
Quaje que eu fico loco sobre o balcão de um bolicho
Me emborrachei a capricho para acalmar o sufoco
(Mas o que vem a ser isso, que cousa
Mas linda essa morena, chê)
Era uma bugra mestiça lindaça igual primavera
Tinha o andar de pantera faceira e meia ligeira
Uma bugrinha faceira de atração tão feminina
O tipo da nega fina com ares de feiticeira
(Gata linda de fazê os cara brigá)
Tinha um sorriso alegre como clarão de alvorada
E aquela pele bronzeada natural sem maquilagem
Nunca vi em outras parage uma mais linda criatura
Delgadinha de cintura criada em finas pastagens
(Que tarequinho lindo pra gente tê em casa
Mandá na gente, incomodá bastantão)
É por isso e mais um pouco tenho raiva de racista
Esse é meu ponto de vista que a cor morena me assenta
Mulata linda me atenta eu sinto de longe o cheiro
Sou que nem cusco campeiro de fino faro nas ventas
(Morena dessas qualquer louco
Fica vesgo de ciúmes, credinho)
A beleza que Deus cria merece ser apreciada
É a natureza encarnada numa linda criatura
E a santa formosura que se misturou na raça
E se chama quando passa um anjo da pele escura
(Deus o guarde, morena linda dessas
Só tem no meu São Luiz Gonzaga, tchê)
Que se chama quando passa um anjo da pele escura
(Ah! Se eu acho uma dessas
Eu levo pra casa pra enchê o rancho de criancinha, chê)
Contribuição: Nelson de Campos
Tomei um chá de ternura numa volteada que fiz
No interior de São Luiz cheguei pra descansar um pouco
Quaje que eu fico loco sobre o balcão de um bolicho
Me emborrachei a capricho para acalmar o sufoco
(Mas o que vem a ser isso, que cousa
Mas linda essa morena, chê)
Era uma bugra mestiça lindaça igual primavera
Tinha o andar de pantera faceira e meia ligeira
Uma bugrinha faceira de atração tão feminina
O tipo da nega fina com ares de feiticeira
(Gata linda de fazê os cara brigá)
Tinha um sorriso alegre como clarão de alvorada
E aquela pele bronzeada natural sem maquilagem
Nunca vi em outras parage uma mais linda criatura
Delgadinha de cintura criada em finas pastagens
(Que tarequinho lindo pra gente tê em casa
Mandá na gente, incomodá bastantão)
É por isso e mais um pouco tenho raiva de racista
Esse é meu ponto de vista que a cor morena me assenta
Mulata linda me atenta eu sinto de longe o cheiro
Sou que nem cusco campeiro de fino faro nas ventas
(Morena dessas qualquer louco
Fica vesgo de ciúmes, credinho)
A beleza que Deus cria merece ser apreciada
É a natureza encarnada numa linda criatura
E a santa formosura que se misturou na raça
E se chama quando passa um anjo da pele escura
(Deus o guarde, morena linda dessas
Só tem no meu São Luiz Gonzaga, tchê)
Que se chama quando passa um anjo da pele escura
(Ah! Se eu acho uma dessas
Eu levo pra casa pra enchê o rancho de criancinha, chê)
Contribuição: Nelson de Campos