Letra de Parceiro do Vento - Os Monarcas
Disco A
01
No Império Das Estâncias
02
Bamo Que Bamo
03
Que Prosa é Essa
04
O Mouro e a Ruana
05
Parceiro do Vento
06
Vanera Largada
07
Campeiro do Rio Grande
08
Minhas Lembranças
09
Dona dos Meus Sonhos
10
Abrindo as Asas
11
É Tudo Por Minha Conta
12
Loirinha Bonita
13
Carcando Vanerão
14
Bem-me-quer
15
Os de Bota e Bombacha
16
Coisa Irritante
17
No Tranco dos Monarcas
18
Saudade
19
Meu Cusco
20
Minha Maneira
21
Faculdade Gaudéria
22
"Dois Dedos de Prosa"
23
Dona da Sala
24
Quem é da Lida
25
No Lombo De Um Tordilho
Parceiro do Vento
Saltei de um capão de mato que nem touro atropelado
Rasgando a ponta do chifre de goela aberta berrando
Vou esparramando mutuca, espatifando cupim
E arranco tatu da toca com raiz de guamirim.
(E trago terra no lombo do chão bagual donde vim)
Lá me vou costeando o cerro venta aberta farejando
Abro picada a chifraço, rio cheio cruzo nadando
Num taquaral faço pouso só pra me esconder da geada
Pra comer sal do rodeio levando de madrugada
(Bebo água na vertente de uma tapera assombrada)
E assim vou levando a vida que este mundo me oferece
Coisa ruim não arrodeia se me arrodear apodrece
Curti meu couro no tempo na carcaça do relento
Não tem sovéu cabeludo que num golpe eu não rebente
(Vim no mundo par ser livre, eu sou parceiro do vento)
Declamado:
Quebrei pedra na cabeça pra feder chifre queimado
Me tapo de marimbondo quando amanheço aluado
Corvo não me fura os zóio, meu talento ninguém rouba
Não dobro meu espinhaço nem com veneno de cobra
E é no segredo do mundo que alguma coisa me sobra.
E o dia que o sol esquenta eu vou sestear num perau
Ouço o canto da cigarra e o grito do pica-pau
Aí minha ideia se solta buscando sabedoria
Nos campos do pensamento vou espalhar filosofia
(Por que o tal de bicho homem só pensa em soberania)
Rasgando a ponta do chifre de goela aberta berrando
Vou esparramando mutuca, espatifando cupim
E arranco tatu da toca com raiz de guamirim.
(E trago terra no lombo do chão bagual donde vim)
Lá me vou costeando o cerro venta aberta farejando
Abro picada a chifraço, rio cheio cruzo nadando
Num taquaral faço pouso só pra me esconder da geada
Pra comer sal do rodeio levando de madrugada
(Bebo água na vertente de uma tapera assombrada)
E assim vou levando a vida que este mundo me oferece
Coisa ruim não arrodeia se me arrodear apodrece
Curti meu couro no tempo na carcaça do relento
Não tem sovéu cabeludo que num golpe eu não rebente
(Vim no mundo par ser livre, eu sou parceiro do vento)
Declamado:
Quebrei pedra na cabeça pra feder chifre queimado
Me tapo de marimbondo quando amanheço aluado
Corvo não me fura os zóio, meu talento ninguém rouba
Não dobro meu espinhaço nem com veneno de cobra
E é no segredo do mundo que alguma coisa me sobra.
E o dia que o sol esquenta eu vou sestear num perau
Ouço o canto da cigarra e o grito do pica-pau
Aí minha ideia se solta buscando sabedoria
Nos campos do pensamento vou espalhar filosofia
(Por que o tal de bicho homem só pensa em soberania)