Letra de "Dois Dedos de Prosa" - Os Monarcas
Disco A
01
No Império Das Estâncias
02
Bamo Que Bamo
03
Que Prosa é Essa
04
O Mouro e a Ruana
05
Parceiro do Vento
06
Vanera Largada
07
Campeiro do Rio Grande
08
Minhas Lembranças
09
Dona dos Meus Sonhos
10
Abrindo as Asas
11
É Tudo Por Minha Conta
12
Loirinha Bonita
13
Carcando Vanerão
14
Bem-me-quer
15
Os de Bota e Bombacha
16
Coisa Irritante
17
No Tranco dos Monarcas
18
Saudade
19
Meu Cusco
20
Minha Maneira
21
Faculdade Gaudéria
22
"Dois Dedos de Prosa"
23
Dona da Sala
24
Quem é da Lida
25
No Lombo De Um Tordilho
"Dois Dedos de Prosa"
Oh de casa! com licença
Parceiro de campereadas
Trago poeira das estradas
Além da canseira imensa
Agora na sua presença
De alma tão generosa
Peço dois dedos de prosa
Antes que o tempo me vença.
Venho de tempos antigos
Onde as consciências nasciam
E os homens também viviam
Querendo ser bons consigo
E depois de andar comigo
Por este mundo de Deus
Encontrei poucos dos seus
Que dão valor pra um amigo.
Assim como o changueador
Ganho a vida como tantos
Não creio em todos os santos
Nem confio em maneador.
Mania de trançador
De laço, rédea e maneia
(Quem cobiça a flor alheia
A sua muda de cor)
Não vê que nasci campeiro
No cerro das arumbevas
Quebrei queixo de malevas
Arrucinei caboteiros
Agora, aqui no povoeiro
Descobri com os pequenos
Até a honra vale menos
Quando se fala em dinheiro.
Quem sabe consigas ver
Rufar de cascos, bufido
Cantar de galo, alarido
Antes da luz renascer
Os que vivem do poder
São mestres da outra ponta
Nem ao menos se dão conta
Que o importante é o saber.
Assim como o changueador
Ganho a vida como tantos
Não creio em todos os santos
Nem confio em maneador.
Mania de trançador
De laço, rédea e maneia
(Quem cobiça a flor alheia
A sua muda de cor)
Parceiro de campereadas
Trago poeira das estradas
Além da canseira imensa
Agora na sua presença
De alma tão generosa
Peço dois dedos de prosa
Antes que o tempo me vença.
Venho de tempos antigos
Onde as consciências nasciam
E os homens também viviam
Querendo ser bons consigo
E depois de andar comigo
Por este mundo de Deus
Encontrei poucos dos seus
Que dão valor pra um amigo.
Assim como o changueador
Ganho a vida como tantos
Não creio em todos os santos
Nem confio em maneador.
Mania de trançador
De laço, rédea e maneia
(Quem cobiça a flor alheia
A sua muda de cor)
Não vê que nasci campeiro
No cerro das arumbevas
Quebrei queixo de malevas
Arrucinei caboteiros
Agora, aqui no povoeiro
Descobri com os pequenos
Até a honra vale menos
Quando se fala em dinheiro.
Quem sabe consigas ver
Rufar de cascos, bufido
Cantar de galo, alarido
Antes da luz renascer
Os que vivem do poder
São mestres da outra ponta
Nem ao menos se dão conta
Que o importante é o saber.
Assim como o changueador
Ganho a vida como tantos
Não creio em todos os santos
Nem confio em maneador.
Mania de trançador
De laço, rédea e maneia
(Quem cobiça a flor alheia
A sua muda de cor)