Letra de Meu Cusco - Os Monarcas
Disco A
01
No Império Das Estâncias
02
Bamo Que Bamo
03
Que Prosa é Essa
04
O Mouro e a Ruana
05
Parceiro do Vento
06
Vanera Largada
07
Campeiro do Rio Grande
08
Minhas Lembranças
09
Dona dos Meus Sonhos
10
Abrindo as Asas
11
É Tudo Por Minha Conta
12
Loirinha Bonita
13
Carcando Vanerão
14
Bem-me-quer
15
Os de Bota e Bombacha
16
Coisa Irritante
17
No Tranco dos Monarcas
18
Saudade
19
Meu Cusco
20
Minha Maneira
21
Faculdade Gaudéria
22
"Dois Dedos de Prosa"
23
Dona da Sala
24
Quem é da Lida
25
No Lombo De Um Tordilho
Meu Cusco
Sempre que o dia madrugava em cores
Trazendo raios de manhã douradas
Eu convidava meu cachorro amigo
E já saía para as campereadas.
Era o primeiro a galopar em frente
Nessa rotina da lida campeira
Velho parceiro de dobrar ventanas
E a terneirada botar na mangueira.
Mas o cansaço do rigor do tempo
Me fez tão cedo fugir do relento
(Larguei o campo, o cusco e o pingo
E fui pra o alto de um apartamento)
Foi tão difícil pra um peão campeiro
Os entre-choques de um momento brusco
Em frente aos olhos enxergava o gado
E meus ouvidos a escutar meu cusco.
Caiu a noite mas não veio o sono
E meu destino a me pregar laçaços
Na sensação de ouvir as pisadas
Do meu cachorro que seguiu meus passos.
Por toda noite o edifício inteiro
Ouviu a voz de um cão a ganiçar
Na madrugada aumentou seus gritos
Me convidando para camperear.
Desci o prédio e busquei a estrada
Rumo dos campos de minha existência
(E libertei a minha alma presa
Pra que voltasse pra sua querência)
Foi tão difícil para um peão campeiro
Os entre-choques de um momento brusco
Em frente aos olhos enxergava o gado
E meus ouvidos a escutar meu cusco.
Trazendo raios de manhã douradas
Eu convidava meu cachorro amigo
E já saía para as campereadas.
Era o primeiro a galopar em frente
Nessa rotina da lida campeira
Velho parceiro de dobrar ventanas
E a terneirada botar na mangueira.
Mas o cansaço do rigor do tempo
Me fez tão cedo fugir do relento
(Larguei o campo, o cusco e o pingo
E fui pra o alto de um apartamento)
Foi tão difícil pra um peão campeiro
Os entre-choques de um momento brusco
Em frente aos olhos enxergava o gado
E meus ouvidos a escutar meu cusco.
Caiu a noite mas não veio o sono
E meu destino a me pregar laçaços
Na sensação de ouvir as pisadas
Do meu cachorro que seguiu meus passos.
Por toda noite o edifício inteiro
Ouviu a voz de um cão a ganiçar
Na madrugada aumentou seus gritos
Me convidando para camperear.
Desci o prédio e busquei a estrada
Rumo dos campos de minha existência
(E libertei a minha alma presa
Pra que voltasse pra sua querência)
Foi tão difícil para um peão campeiro
Os entre-choques de um momento brusco
Em frente aos olhos enxergava o gado
E meus ouvidos a escutar meu cusco.