Letra de Deusa de Cordas - André Teixeira
Disco A
01
Pataleio
02
Milonga e Baguala
03
Coração de Campo
04
Ritual Crioulo de um Domingo de Carreira
05
El Alma del Pago
06
Rumbeador
07
Por ser Gaúcho o Meu Canto
08
Um Certo Galpão de Pedra
09
Por Bailado e Chacarera
10
Que Pecado, Parceiro!
11
Espera
12
Amanhecido
13
Flor de Cinamomo
14
Pescoceiro
15
Sobre as Marcas no Barro
16
Deusa de Cordas
Deusa de Cordas
( Otávio Severo / André Teixeira )
Sonora madeira... Prece rude entre cabrestos.
Soluça recuerdos decifrados em segredos,
Limite traçado por dois pontos cardeais
Compondo buçais, na orquestração dos meus dedos...
Sonora madeira... Quando recorro a presilha
Afino as rendilhas em teu corpo de alma santa.
Linguagem dos matos, transpondo a voz natural
Se tornando imortal, cruz no peito de quem canta.
És Deusa de cordas da presilha ao fiador.
Por ti me fiz cantor ao dar sentido e razão...
Entregue em minhas mãos por ter alma e vida plena
Que a presilha te condena a ficar junto ao coração.
Sonora madeira... Tens o espírito moreno
Cordas de sereno, todas de alma estendida...
Nos claros de argola do fiador fui entender
Que o bordão deve ser um cabresto que tem vida...
Do fiador à presilha, mora uma Deusa de cordas...
Da ternura que ela acorda nasceu um feitiço antigo.
Explico a saudade quando em teu corpo se agarra:
- É minha alma, guitarra! Que ficou presa contigo.
Sonora madeira... Prece rude entre cabrestos.
Soluça recuerdos decifrados em segredos,
Limite traçado por dois pontos cardeais
Compondo buçais, na orquestração dos meus dedos...
Sonora madeira... Quando recorro a presilha
Afino as rendilhas em teu corpo de alma santa.
Linguagem dos matos, transpondo a voz natural
Se tornando imortal, cruz no peito de quem canta.
És Deusa de cordas da presilha ao fiador.
Por ti me fiz cantor ao dar sentido e razão...
Entregue em minhas mãos por ter alma e vida plena
Que a presilha te condena a ficar junto ao coração.
Sonora madeira... Tens o espírito moreno
Cordas de sereno, todas de alma estendida...
Nos claros de argola do fiador fui entender
Que o bordão deve ser um cabresto que tem vida...
Do fiador à presilha, mora uma Deusa de cordas...
Da ternura que ela acorda nasceu um feitiço antigo.
Explico a saudade quando em teu corpo se agarra:
- É minha alma, guitarra! Que ficou presa contigo.