Letra de Coração de Campo - André Teixeira
Disco A
01
Pataleio
02
Milonga e Baguala
03
Coração de Campo
04
Ritual Crioulo de um Domingo de Carreira
05
El Alma del Pago
06
Rumbeador
07
Por ser Gaúcho o Meu Canto
08
Um Certo Galpão de Pedra
09
Por Bailado e Chacarera
10
Que Pecado, Parceiro!
11
Espera
12
Amanhecido
13
Flor de Cinamomo
14
Pescoceiro
15
Sobre as Marcas no Barro
16
Deusa de Cordas
Coração de Campo
( Xirú Antunes / Adriano Alves / André Teixeira )
De há muito andava em mim
Toda saudade que canto,
Ventos, caminhos, aguadas,
Cada intenção de guitarra,
Madeira, vida e encanto,
De há muito pulsava em mim,
Um coração de campo.
Era inocente manhã,
“Primaveriada” em pitangas,
No doce olhar perfumado
De sonhos, vida e infância.
Como a que guardo por dentro,
Mais que meu tempo ou razão,
Na forma plena que a alma
“Me” presenteou, coração.
Encontrei entre as memórias
Das taperas de joelhos,
Rezando a saudade gastada,
Dos que habitaram seu tempo.
Na forma do entardecer,
Que o céu pintou numa prece,
Coração que num sol pôr,
A paz do campo oferece.
De pedra, terra e madeira,
Tenho as raízes timbradas,
A fé do barro me alcança
Nos ”manantiais” e aguadas.
E por galpões e estâncias,
Por realeza de estradas,
Antes de mim, coração,
No campo verde da alma.
E no enredo de embiras,
Dos “payonais” mais secretos,
Por entre a criada das folhas,
Pulsou em mim seus segredos.
De outras vidas já o tinha,
Verdejando sob a alma,
Basto, rumores de terra,
Na madeira das guitarras.
Pra que pulsasse em meu peito,
Todo o antigo que andava,
E apontasse os meus rumos
Na milonga das palavras.
De há muito andava em mim
Toda saudade que canto,
Ventos, caminhos, aguadas,
Cada intenção de guitarra,
Madeira, vida e encanto,
De há muito pulsava em mim,
Um coração de campo.
Era inocente manhã,
“Primaveriada” em pitangas,
No doce olhar perfumado
De sonhos, vida e infância.
Como a que guardo por dentro,
Mais que meu tempo ou razão,
Na forma plena que a alma
“Me” presenteou, coração.
Encontrei entre as memórias
Das taperas de joelhos,
Rezando a saudade gastada,
Dos que habitaram seu tempo.
Na forma do entardecer,
Que o céu pintou numa prece,
Coração que num sol pôr,
A paz do campo oferece.
De pedra, terra e madeira,
Tenho as raízes timbradas,
A fé do barro me alcança
Nos ”manantiais” e aguadas.
E por galpões e estâncias,
Por realeza de estradas,
Antes de mim, coração,
No campo verde da alma.
E no enredo de embiras,
Dos “payonais” mais secretos,
Por entre a criada das folhas,
Pulsou em mim seus segredos.
De outras vidas já o tinha,
Verdejando sob a alma,
Basto, rumores de terra,
Na madeira das guitarras.
Pra que pulsasse em meu peito,
Todo o antigo que andava,
E apontasse os meus rumos
Na milonga das palavras.