Letra de Que Pecado, Parceiro! - André Teixeira
Disco A
01
Pataleio
02
Milonga e Baguala
03
Coração de Campo
04
Ritual Crioulo de um Domingo de Carreira
05
El Alma del Pago
06
Rumbeador
07
Por ser Gaúcho o Meu Canto
08
Um Certo Galpão de Pedra
09
Por Bailado e Chacarera
10
Que Pecado, Parceiro!
11
Espera
12
Amanhecido
13
Flor de Cinamomo
14
Pescoceiro
15
Sobre as Marcas no Barro
16
Deusa de Cordas
Que Pecado, Parceiro!
(Fábio Maciel/Fabrício Marques/André Teixeira)
Sentei as garras no zainito “três galope”
Pois hay quem tope a vida firme sobre os loro
Não me apavoro, mas por nada facilito
Que por solito só eu mesmo me escoro!
“Ganhamo” a estrada pra poder “floxá” a boca
Confiança pouca – bem ou mal – se vai soltando
Mas num desmando o potro meio assombrado
- Entorna o caldo que vinha num fogo brando –
A doma é maula e não repete a mesma cena
Por mais torena o “qüera” nunca adivinha...
O “urco” vinha sem saber o rumo certo
Mas não me aperto: tenho a “Santa” por madrinha!
Só que o destino, pode mais que lombo e perna
Nos acolhera bem por cima do aramado
- Desgovernado não hay santo que obedeça –
Baixou a cabeça, bem num grampo do farpado!
A dor do potro lhe fez parar estaqueado
Olho vazado... Que pecado meu parceiro!
Pra um campeiro não tem cena mais infame
Que mais difame o ofício de um domero!
O bagual zaino quedou torto... E eu culpado...
Discriminado... no serviço mais comum...
Mas não hay um que esteja livre do quebranto
Quem já fez tantos... Se estragou por causa d’um!
Sentei as garras no zainito “três galope”
Pois hay quem tope a vida firme sobre os loro
Não me apavoro, mas por nada facilito
Que por solito só eu mesmo me escoro!
“Ganhamo” a estrada pra poder “floxá” a boca
Confiança pouca – bem ou mal – se vai soltando
Mas num desmando o potro meio assombrado
- Entorna o caldo que vinha num fogo brando –
A doma é maula e não repete a mesma cena
Por mais torena o “qüera” nunca adivinha...
O “urco” vinha sem saber o rumo certo
Mas não me aperto: tenho a “Santa” por madrinha!
Só que o destino, pode mais que lombo e perna
Nos acolhera bem por cima do aramado
- Desgovernado não hay santo que obedeça –
Baixou a cabeça, bem num grampo do farpado!
A dor do potro lhe fez parar estaqueado
Olho vazado... Que pecado meu parceiro!
Pra um campeiro não tem cena mais infame
Que mais difame o ofício de um domero!
O bagual zaino quedou torto... E eu culpado...
Discriminado... no serviço mais comum...
Mas não hay um que esteja livre do quebranto
Quem já fez tantos... Se estragou por causa d’um!