Letra de Sobre as Marcas no Barro - André Teixeira
Disco A
01
Pataleio
02
Milonga e Baguala
03
Coração de Campo
04
Ritual Crioulo de um Domingo de Carreira
05
El Alma del Pago
06
Rumbeador
07
Por ser Gaúcho o Meu Canto
08
Um Certo Galpão de Pedra
09
Por Bailado e Chacarera
10
Que Pecado, Parceiro!
11
Espera
12
Amanhecido
13
Flor de Cinamomo
14
Pescoceiro
15
Sobre as Marcas no Barro
16
Deusa de Cordas
Sobre as Marcas no Barro
(Xirú Antunes/Adriano Alves/André Teixeira)
A chuva trouxe segredos
No novo viço do pasto;
E semeou na terra negra
A ‘vida’ em forma de cascos...
Nos lentos passos que formam
No úmido chão da mangueira;
A ‘moldura’ mais crioula,
Pra uma “pintura” campeira.
Que se mostra frente aos olhos
De quem ‘madruga’ primeiro;
Pela paciência dos anos,
Que o tempo chamou ‘Sogueiro’...
E “despertava” o silêncio,
Que antes ‘dormiu’ na coxilha;
Trazendo o tranco dos mansos
Que o campo ‘abriga’ em tropilha.
E ‘sobre as marcas no barro’
Que revelam a cada passo;
Fica um relato de antes
Na rude imagem dos cascos.
Que há de ser mais do que um quadro
Que a terra ‘ajudou’ pintar;
Ou uma outra ‘face’ pra vida,
Depois que o barro secar...
São formas madrugadeiras
Reculutando a paciência
Do tempo que arma o laço
Pintando o céu e coxilha,
E o espelho da mangueira
Traduz da noite pra o dia
Como se fosse um campeiro
Pintando um quadro da vida.
Cada uma traz um marco,
Plantado de movimento,
Sensivelmente marcado
Pelo campo e sua razão,
Cada uma é a impressão
Da existência no pago.
Deixado a cada passo
Na talha bruta do chão.
Pena que as marcas do mundo,
Não tem fé simples de barro,
que não fere carne e couro,
somente molda o formato,
daquilo que pode ser
e aquilo que vai viver
a cada amanhecer
na ponta verde dos pastos.
A chuva trouxe segredos
No novo viço do pasto;
E semeou na terra negra
A ‘vida’ em forma de cascos...
Nos lentos passos que formam
No úmido chão da mangueira;
A ‘moldura’ mais crioula,
Pra uma “pintura” campeira.
Que se mostra frente aos olhos
De quem ‘madruga’ primeiro;
Pela paciência dos anos,
Que o tempo chamou ‘Sogueiro’...
E “despertava” o silêncio,
Que antes ‘dormiu’ na coxilha;
Trazendo o tranco dos mansos
Que o campo ‘abriga’ em tropilha.
E ‘sobre as marcas no barro’
Que revelam a cada passo;
Fica um relato de antes
Na rude imagem dos cascos.
Que há de ser mais do que um quadro
Que a terra ‘ajudou’ pintar;
Ou uma outra ‘face’ pra vida,
Depois que o barro secar...
São formas madrugadeiras
Reculutando a paciência
Do tempo que arma o laço
Pintando o céu e coxilha,
E o espelho da mangueira
Traduz da noite pra o dia
Como se fosse um campeiro
Pintando um quadro da vida.
Cada uma traz um marco,
Plantado de movimento,
Sensivelmente marcado
Pelo campo e sua razão,
Cada uma é a impressão
Da existência no pago.
Deixado a cada passo
Na talha bruta do chão.
Pena que as marcas do mundo,
Não tem fé simples de barro,
que não fere carne e couro,
somente molda o formato,
daquilo que pode ser
e aquilo que vai viver
a cada amanhecer
na ponta verde dos pastos.