Letra de Milonga e Baguala - André Teixeira
Disco A
01
Pataleio
02
Milonga e Baguala
03
Coração de Campo
04
Ritual Crioulo de um Domingo de Carreira
05
El Alma del Pago
06
Rumbeador
07
Por ser Gaúcho o Meu Canto
08
Um Certo Galpão de Pedra
09
Por Bailado e Chacarera
10
Que Pecado, Parceiro!
11
Espera
12
Amanhecido
13
Flor de Cinamomo
14
Pescoceiro
15
Sobre as Marcas no Barro
16
Deusa de Cordas
Milonga e Baguala
( Rogério Villagran / André Teixeira )
Te sinto baguala, pelo que se apotra,
Te vejo milonga na minha encordada,
Não sinto e não vejo e pouco me agrada,
Quando uma das duas se aparta da outra.
Baguala te vejo, de um jeito pampiano,
Milonga te sinto por bordão e prima,
Se não for assim, me perco da rima,
Pois nada me adianta se eu não for vaqueano.
Milonga e baguala, viguela e garganta,
Na mesma escramuça, parece outra farra,
E pela que baila, extraviando as garras,
Não creio que alguma, pareça ser santa.
Porém acredito que seja baguala
Pela polvadeira que ergue do chão
Quando por milonga se escapa das mãos
Do que na encordada por bueno te embala.
E sendo milonga te canta o mais potro
Em campos de doma, por ser payador
Onde se abaguala o mais esporiador
Que lindo “floreia” o pala pra os outros
Se não for baguala duvido que tenha
Um outro requinte que seja do agrado,
De quem por costume já tráz milongueado
O que deixa eco num grito de venha
Baguala e milonga, sonido e cadencia
Que em cada repique, se adona do espaço
Onde se rebusca, do apego machaço
O que nos garante que temos querência.
Anseio de pátria que o tempo embusala,
Onde se entropilham estampa e guitarra
Quando vem pra forma farejando as garras
Da mesma pelagem...Milonga e Baguala.
Te sinto baguala, pelo que se apotra,
Te vejo milonga na minha encordada,
Não sinto e não vejo e pouco me agrada,
Quando uma das duas se aparta da outra.
Baguala te vejo, de um jeito pampiano,
Milonga te sinto por bordão e prima,
Se não for assim, me perco da rima,
Pois nada me adianta se eu não for vaqueano.
Milonga e baguala, viguela e garganta,
Na mesma escramuça, parece outra farra,
E pela que baila, extraviando as garras,
Não creio que alguma, pareça ser santa.
Porém acredito que seja baguala
Pela polvadeira que ergue do chão
Quando por milonga se escapa das mãos
Do que na encordada por bueno te embala.
E sendo milonga te canta o mais potro
Em campos de doma, por ser payador
Onde se abaguala o mais esporiador
Que lindo “floreia” o pala pra os outros
Se não for baguala duvido que tenha
Um outro requinte que seja do agrado,
De quem por costume já tráz milongueado
O que deixa eco num grito de venha
Baguala e milonga, sonido e cadencia
Que em cada repique, se adona do espaço
Onde se rebusca, do apego machaço
O que nos garante que temos querência.
Anseio de pátria que o tempo embusala,
Onde se entropilham estampa e guitarra
Quando vem pra forma farejando as garras
Da mesma pelagem...Milonga e Baguala.