Letra de Ritual Crioulo de um Domingo de Carreira - André Teixeira

Ritual Crioulo de um Domingo de Carreira

(André Oliveira/André Teixeira)

Buçal e cabresto de doze
Uma maneia nas mão
Xergão cardado no lombo
Carona,basto e cinchão.
Ajusto bem a peiteira
Nos “tento” o poncho emalado
E afivelo o rabicho
Com o sabugo escorado.

Um pelego de merino
Com o carnal bem sovado
E o travessão estendido
Sobre a badana de pardo.
Par de rédea e cabeçada
Da parelha do apero
Onde espelha o sol de Maio
Na larga chapa do freio.

Moldando a anca eu ato
O laço no estilo pachola
E um nó feito a capricho
Com quatro galhos na cola.
Aperto entre os pelego
Deixando as “ponta” estendida
Do pala branco de seda
De franja grossa e comprida.

Tiro a chave e o criolim
Pra folgar o patuá
E coloco meia de canha
Preparada com butiá
Então com as pilchas de gala
Busco a volta e me enforquilho
Deixo os campos da estância
Na direção do “Coentrilho”.

Meu zaino roda o coscorro
Me dá ganas de estradear
Pra “vê” uma penca de potro
Na cancha do Leomar.
Jogar a tava gaúcha
E um truco à moda fronteira...
E “floreá uns beiço pintado”
Num Domingo de carreira.
Expressões Regionais nesta letra

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