Letra de Desenho da Miséria - Os Monarcas
Disco A
01
Cheiro de Galpão
02
Xote da Saudades
03
Vida Buenacha
04
Embretados
05
Réplica
06
Queimando Campo
07
Gineteando o Temporal
08
Santuário de Chucros
09
Erechim, História e Canto
10
Fim de Tarde
11
Dia de Festança
12
Parece Mas Não é
Disco B
01
Fandango das Três Fronteiras
02
Posteiro
03
Cova de Touro
04
Quando a Saudade Partir
05
Cavalo Raio
06
Vanera de Galpão
07
Clarinadas de Esperança
08
Não Encosta a Barriguinha
09
Rancho a Beira Mato
10
Aquerenciado
11
Desenho da Miséria
12
De Lida e Romance
Desenho da Miséria
Nem bem amanhece o dia
É a aquela correria que as vezes perco a razão
Trabalhei toda uma vida
Mau eu tenho pra comida, que dirá pro chimarrão
Pro meu cusco quando sobra
Um pedacito de abóbora chega até se levantar
E o galo louco de sede
Vem pra sombra da parede nem tem força pra cantar
Que vidinha miserável
Essa crise é muito grave e ainda querem me enrolar
Meu amigo presidente
Onde está o homem valente caçador de marajá
Minha mulher Carolina
Ta virada só em crina qualquer dia se desmonta
Isso ainda não é nada
Outro dia abalada me contou que já esta pronta
Minha filha professora
Exibida, impostora toda cheia de cacuete
Seu dinheiro é só pra jóia
Não me ajuda nem na bóia falta só me da porrete
Que vidinha miserável
Essa crise é muito grave e ainda querem me enrolar
Meu amigo presidente
Onde está o homem valente caçador de marajá
O bolicheiro lá da esquina
O tal Chico vaselina que fura o zóio do povo
Não me vende mais fiado
O maula tá desconfiado que eu não vou pagar de novo
Desse jeito estou perdido
Empregado de marido, essa firma vai quebrar
Eu até perco o sossego
E o salário desemprego tão querendo congelar
Que vidinha miserável
Essa crise é muito grave e ainda querem me enrolar
Meu amigo presidente
Onde está o homem valente caçador de marajá
É a aquela correria que as vezes perco a razão
Trabalhei toda uma vida
Mau eu tenho pra comida, que dirá pro chimarrão
Pro meu cusco quando sobra
Um pedacito de abóbora chega até se levantar
E o galo louco de sede
Vem pra sombra da parede nem tem força pra cantar
Que vidinha miserável
Essa crise é muito grave e ainda querem me enrolar
Meu amigo presidente
Onde está o homem valente caçador de marajá
Minha mulher Carolina
Ta virada só em crina qualquer dia se desmonta
Isso ainda não é nada
Outro dia abalada me contou que já esta pronta
Minha filha professora
Exibida, impostora toda cheia de cacuete
Seu dinheiro é só pra jóia
Não me ajuda nem na bóia falta só me da porrete
Que vidinha miserável
Essa crise é muito grave e ainda querem me enrolar
Meu amigo presidente
Onde está o homem valente caçador de marajá
O bolicheiro lá da esquina
O tal Chico vaselina que fura o zóio do povo
Não me vende mais fiado
O maula tá desconfiado que eu não vou pagar de novo
Desse jeito estou perdido
Empregado de marido, essa firma vai quebrar
Eu até perco o sossego
E o salário desemprego tão querendo congelar
Que vidinha miserável
Essa crise é muito grave e ainda querem me enrolar
Meu amigo presidente
Onde está o homem valente caçador de marajá