Letra de Gineteando o Temporal - Os Monarcas
Disco A
01
Cheiro de Galpão
02
Xote da Saudades
03
Vida Buenacha
04
Embretados
05
Réplica
06
Queimando Campo
07
Gineteando o Temporal
08
Santuário de Chucros
09
Erechim, História e Canto
10
Fim de Tarde
11
Dia de Festança
12
Parece Mas Não é
Disco B
01
Fandango das Três Fronteiras
02
Posteiro
03
Cova de Touro
04
Quando a Saudade Partir
05
Cavalo Raio
06
Vanera de Galpão
07
Clarinadas de Esperança
08
Não Encosta a Barriguinha
09
Rancho a Beira Mato
10
Aquerenciado
11
Desenho da Miséria
12
De Lida e Romance
Gineteando o Temporal
Grita o silêncio da noite, corcoveiam os trovões
Línguas de fogo lambendo aramados e moirões
No céu, um patrão tropeiro vai remexendo os tições
E um macegal se ajoelhando como a pedir mil perdões
E o gado todo mais louco do que a fúria deste vento
Redemoinhos no relento à procura de capões
Relâmpagos que se cruzam retratam por entre as plagas
Os entre choques de adagas das velhas revoluções
No horizonte, as labaredas vão guasqueando o tempo feio
Teatros de assombrações, cenário do mundo alheio
Boitatás e caiporas, tropilhas do pastoreio
Meu baio pateando raio, o temporal gineteio
Neste entreveiro matreiro de faísca, vento e raio
Me agarro as crinas do baio que já nem liga pro freio
E uma faísca teimosa riscou-me a tala do mango
Só por ciúmes de fandango, partiu minha gaita no meio
Os coriscos vão marcando o longo preto do tempo
Com nuvens pançudas de chuva se aninham no firmamento
A mata inteira valseia num compasso pacholento
Com fogo se apaga fogo, sempre a cabresto do vento
Por isso um galho extraviado veio tapear meu chapéu
Atiçando um fogaréu nos bretes do pensamento
Me apeguei a Santa Bárbara pra domar o temporal
Que sem maneia e buçal ficou manso ao meu contento
Línguas de fogo lambendo aramados e moirões
No céu, um patrão tropeiro vai remexendo os tições
E um macegal se ajoelhando como a pedir mil perdões
E o gado todo mais louco do que a fúria deste vento
Redemoinhos no relento à procura de capões
Relâmpagos que se cruzam retratam por entre as plagas
Os entre choques de adagas das velhas revoluções
No horizonte, as labaredas vão guasqueando o tempo feio
Teatros de assombrações, cenário do mundo alheio
Boitatás e caiporas, tropilhas do pastoreio
Meu baio pateando raio, o temporal gineteio
Neste entreveiro matreiro de faísca, vento e raio
Me agarro as crinas do baio que já nem liga pro freio
E uma faísca teimosa riscou-me a tala do mango
Só por ciúmes de fandango, partiu minha gaita no meio
Os coriscos vão marcando o longo preto do tempo
Com nuvens pançudas de chuva se aninham no firmamento
A mata inteira valseia num compasso pacholento
Com fogo se apaga fogo, sempre a cabresto do vento
Por isso um galho extraviado veio tapear meu chapéu
Atiçando um fogaréu nos bretes do pensamento
Me apeguei a Santa Bárbara pra domar o temporal
Que sem maneia e buçal ficou manso ao meu contento