Letra de Cova de Touro - Os Monarcas
Disco A
01
Cheiro de Galpão
02
Xote da Saudades
03
Vida Buenacha
04
Embretados
05
Réplica
06
Queimando Campo
07
Gineteando o Temporal
08
Santuário de Chucros
09
Erechim, História e Canto
10
Fim de Tarde
11
Dia de Festança
12
Parece Mas Não é
Disco B
01
Fandango das Três Fronteiras
02
Posteiro
03
Cova de Touro
04
Quando a Saudade Partir
05
Cavalo Raio
06
Vanera de Galpão
07
Clarinadas de Esperança
08
Não Encosta a Barriguinha
09
Rancho a Beira Mato
10
Aquerenciado
11
Desenho da Miséria
12
De Lida e Romance
Cova de Touro
Eu dei meu primeiro berro
Num fundão de campo aberto
Desmamado em tempo certo
Me criei em pelo fino
Arisco, meio chatinho
De um rincão indo pra o outro
Comendo cupim de touro
E sovando lombo de potro.
E foi lá nos pagos de soledade,tchê! (falado)
Sou cria da natureza
Primo da água e do vento
Eu fui parado ao relento
Que nem broto de pau-ferro
Na madrugada dou um berro
Que lá no capão ressoa
Acordando a sapaiada
Nas barrancas da lagoa.
E é de levantar serração! (falado)
Moro no garrão do cedro
Onde berra o boi-tatá
Meu vizinho é um tamanduá
E afurna no pé de aroeira
Nas noites de sexta feira
De longe ouve a gasnada
Um lobisomen aparece
E vem pelear com a cachorrada.
E eu fico só apreciando a peleia! (falado)
Quando me vou pra um surungo
Com a água a meia costela
Volteio igual cascavel
Bato os dentes igual capincho
Esgancho as ventas num guincho
Vou farejando namoro
Aonde eu danço na espora
Fica igual cova de touro.
E eu já gastei muito salto de bota por este mundão afora!
(falado)
Vim no mundo por acaso
E por acaso me vou
E o meu pai me ensinou
Que eu não perdesse o meu tempo
Não vou dar tempo ao tempo
Que o meu tempo passará
Passando sei que não chego
Aonde eu quero chegar.
Num fundão de campo aberto
Desmamado em tempo certo
Me criei em pelo fino
Arisco, meio chatinho
De um rincão indo pra o outro
Comendo cupim de touro
E sovando lombo de potro.
E foi lá nos pagos de soledade,tchê! (falado)
Sou cria da natureza
Primo da água e do vento
Eu fui parado ao relento
Que nem broto de pau-ferro
Na madrugada dou um berro
Que lá no capão ressoa
Acordando a sapaiada
Nas barrancas da lagoa.
E é de levantar serração! (falado)
Moro no garrão do cedro
Onde berra o boi-tatá
Meu vizinho é um tamanduá
E afurna no pé de aroeira
Nas noites de sexta feira
De longe ouve a gasnada
Um lobisomen aparece
E vem pelear com a cachorrada.
E eu fico só apreciando a peleia! (falado)
Quando me vou pra um surungo
Com a água a meia costela
Volteio igual cascavel
Bato os dentes igual capincho
Esgancho as ventas num guincho
Vou farejando namoro
Aonde eu danço na espora
Fica igual cova de touro.
E eu já gastei muito salto de bota por este mundão afora!
(falado)
Vim no mundo por acaso
E por acaso me vou
E o meu pai me ensinou
Que eu não perdesse o meu tempo
Não vou dar tempo ao tempo
Que o meu tempo passará
Passando sei que não chego
Aonde eu quero chegar.