Letra de Por Entender a Vida - Nilton Ferreira
Disco A
01
Abaralhando a Barbela
02
No Tilintar das Pedras
03
Décima de Uma Rima Só
04
Pra Quem Faz Cama dos Arreios
05
Baile do Bigode
06
No Império das Estâncias
07
Canção Pra Um Peão Solito
08
Pra Quem Escora No Braço
09
Partejando
10
Raça Guapa
11
Surungo de Rancho
12
Tirando o Peso das Costas
13
Aguaceiro
14
Por Entender a Vida
Por Entender a Vida
Hoje me parei mais quieto, acalmei as ânsias e apeei da lida,
Fui me recostar à sombra pra pensar um pouco e entender a vida.
Vi que somos feito potros galopando xucros sem saber por quê:
Sempre procurando a calma em busca na alma o que se quer saber.
Todo homem morre um dia, isto eu sempre ouvi na minha mocidade,
Mas nem todo homem vive pra saber que o tempo é a felicidade...
Logo, resolvi, por ora, não pensar nas horas que deixo correr,
Pois quero perceber a vida em cada segundo que pude viver!
Já tenho alguns cabelos brancos e, apesar do tempo, vejo tudo claro:
Há homens explorando irmãos e peões que já nem são donos de seus cavalos;
Há gente que não vê que a terra pede fim às guerras num grito insistente
E outros que recebem glórias por plantar discórdia pelos continentes...
Também entendo que há pessoas que, por serem boas, se param cansadas,
Pois foi-se o tempo em que a bondade era qualidade pra ser preservada;
Há fome rondado famílias enquanto outras mesas parecem mais fartas...
E homens que ergueram seu brando findaram calados na mudez das plantas,
Então, por entender a vida nos poucos momentos que sonho acordado,
Revivo mais intensamente meu próprio presente, revendo o passado;
Guiando pela luz da aurora meus passos de agora pra longe do escuro
Procuro deixar, nas pegadas, a trilha marcada de um novo futuro!
Fui me recostar à sombra pra pensar um pouco e entender a vida.
Vi que somos feito potros galopando xucros sem saber por quê:
Sempre procurando a calma em busca na alma o que se quer saber.
Todo homem morre um dia, isto eu sempre ouvi na minha mocidade,
Mas nem todo homem vive pra saber que o tempo é a felicidade...
Logo, resolvi, por ora, não pensar nas horas que deixo correr,
Pois quero perceber a vida em cada segundo que pude viver!
Já tenho alguns cabelos brancos e, apesar do tempo, vejo tudo claro:
Há homens explorando irmãos e peões que já nem são donos de seus cavalos;
Há gente que não vê que a terra pede fim às guerras num grito insistente
E outros que recebem glórias por plantar discórdia pelos continentes...
Também entendo que há pessoas que, por serem boas, se param cansadas,
Pois foi-se o tempo em que a bondade era qualidade pra ser preservada;
Há fome rondado famílias enquanto outras mesas parecem mais fartas...
E homens que ergueram seu brando findaram calados na mudez das plantas,
Então, por entender a vida nos poucos momentos que sonho acordado,
Revivo mais intensamente meu próprio presente, revendo o passado;
Guiando pela luz da aurora meus passos de agora pra longe do escuro
Procuro deixar, nas pegadas, a trilha marcada de um novo futuro!