Letra de Tirando o Peso das Costas - Nilton Ferreira
Disco A
01
Abaralhando a Barbela
02
No Tilintar das Pedras
03
Décima de Uma Rima Só
04
Pra Quem Faz Cama dos Arreios
05
Baile do Bigode
06
No Império das Estâncias
07
Canção Pra Um Peão Solito
08
Pra Quem Escora No Braço
09
Partejando
10
Raça Guapa
11
Surungo de Rancho
12
Tirando o Peso das Costas
13
Aguaceiro
14
Por Entender a Vida
Tirando o Peso das Costas
(Gilberto Lamaison/Nilton Ferreira)
Larguei o basto no mouro
Crioulo da graxa dura
E fui, a encurtar lonjuras
Que, há tempo, venho dobrando
Venho folgado, no más
Da fatura dumas rês
Juntei uns troco pro mês
Me enxergar araganeando
Por ter o jeito cigano
E andar vivendo de changa
As beatas viram a canga
Me chamando de teatino
Mas eu me vou, mundo afora
Depois de cada empreitada
Fazendo das picadas
Caminho pra o meu destino
Por aragano
Qual o qüera que não gosta
De tirar o peso das costas
N'algum bolicho alarife
Que tenha carne gorda
Cordeona, violão e carta
China branca e mulata
E não nos cobre "cafife"
Se minguar as patacas
Não dobrada nas quarenta
E algum fazendeiro me empreita
Pra doma de algum bagual
Me aquieto por algum tempo
Até a algibeira engordar
Então, volto a estradear
Com pose de general
Vou campeando outro bolicho
Pra briquear os meus troco
Por algum beijo maroto
E umas caneca de vinho
Decerto, morro bem cedo
Por ter a vida largada
Mas morro de alma lavada
E tapada de carinho
Por aragano...
Larguei o basto no mouro
Crioulo da graxa dura
E fui, a encurtar lonjuras
Que, há tempo, venho dobrando
Venho folgado, no más
Da fatura dumas rês
Juntei uns troco pro mês
Me enxergar araganeando
Por ter o jeito cigano
E andar vivendo de changa
As beatas viram a canga
Me chamando de teatino
Mas eu me vou, mundo afora
Depois de cada empreitada
Fazendo das picadas
Caminho pra o meu destino
Por aragano
Qual o qüera que não gosta
De tirar o peso das costas
N'algum bolicho alarife
Que tenha carne gorda
Cordeona, violão e carta
China branca e mulata
E não nos cobre "cafife"
Se minguar as patacas
Não dobrada nas quarenta
E algum fazendeiro me empreita
Pra doma de algum bagual
Me aquieto por algum tempo
Até a algibeira engordar
Então, volto a estradear
Com pose de general
Vou campeando outro bolicho
Pra briquear os meus troco
Por algum beijo maroto
E umas caneca de vinho
Decerto, morro bem cedo
Por ter a vida largada
Mas morro de alma lavada
E tapada de carinho
Por aragano...