Letra de Aguaceiro - Nilton Ferreira
Disco A
01
Abaralhando a Barbela
02
No Tilintar das Pedras
03
Décima de Uma Rima Só
04
Pra Quem Faz Cama dos Arreios
05
Baile do Bigode
06
No Império das Estâncias
07
Canção Pra Um Peão Solito
08
Pra Quem Escora No Braço
09
Partejando
10
Raça Guapa
11
Surungo de Rancho
12
Tirando o Peso das Costas
13
Aguaceiro
14
Por Entender a Vida
Aguaceiro
A chuva guasqueada castigou o rancho a noite inteira
Pingando goteiras nas telhas quebradas que o tempo gastou
O sono perdido tomou outro rumo pela madrugada
Na erva lavada, a maré de sonhos que se bandeou
Nas frestas respingam lágrimas de chuva e aguaceiro
E lá no terreiro um galo encharcado traz vida pras casas
A manhã se espreguiça, cinzenta e vazia, clareando o oitão
E o angico chorão orgulha sua ira findando em brasas
(neste aguaceiro que inunda os campos pelas invernias
Minha alma vazia, alheia ao silêncio que se aquerenciou
Reponta ilusões na ânsia incontida que já fez morada
Campeando na estrada um olhar perdido que se desgarrou)
A mangueira de pedra, inerte no tempo, num sono profundo
Demonstra que o mundo se acaranchou em sua porteira
As vidas passadas guapeiam lembranças pelo rancherio
De quem já partiu, deixando saudades para a vida inteira
Um poncho se abre, com asas de noite goteando no chão
E a tal solidão acarancha tristezas no peito da gente
O olhar se perde no imenso vazio que a manhã reponta
E nem se dá conta do quadro bonito pintado pra gente
(neste aguaceiro que inunda os campos pelas invernias
Minha alma vazia, alheia ao silêncio que se aquerenciou
Reponta ilusões na ânsia incontida que já fez morada
Campeando na estrada um olhar perdido que se desgarrou)
Pingando goteiras nas telhas quebradas que o tempo gastou
O sono perdido tomou outro rumo pela madrugada
Na erva lavada, a maré de sonhos que se bandeou
Nas frestas respingam lágrimas de chuva e aguaceiro
E lá no terreiro um galo encharcado traz vida pras casas
A manhã se espreguiça, cinzenta e vazia, clareando o oitão
E o angico chorão orgulha sua ira findando em brasas
(neste aguaceiro que inunda os campos pelas invernias
Minha alma vazia, alheia ao silêncio que se aquerenciou
Reponta ilusões na ânsia incontida que já fez morada
Campeando na estrada um olhar perdido que se desgarrou)
A mangueira de pedra, inerte no tempo, num sono profundo
Demonstra que o mundo se acaranchou em sua porteira
As vidas passadas guapeiam lembranças pelo rancherio
De quem já partiu, deixando saudades para a vida inteira
Um poncho se abre, com asas de noite goteando no chão
E a tal solidão acarancha tristezas no peito da gente
O olhar se perde no imenso vazio que a manhã reponta
E nem se dá conta do quadro bonito pintado pra gente
(neste aguaceiro que inunda os campos pelas invernias
Minha alma vazia, alheia ao silêncio que se aquerenciou
Reponta ilusões na ânsia incontida que já fez morada
Campeando na estrada um olhar perdido que se desgarrou)