Letra de Pra Quem Escora No Braço - Nilton Ferreira
Disco A
01
Abaralhando a Barbela
02
No Tilintar das Pedras
03
Décima de Uma Rima Só
04
Pra Quem Faz Cama dos Arreios
05
Baile do Bigode
06
No Império das Estâncias
07
Canção Pra Um Peão Solito
08
Pra Quem Escora No Braço
09
Partejando
10
Raça Guapa
11
Surungo de Rancho
12
Tirando o Peso das Costas
13
Aguaceiro
14
Por Entender a Vida
Pra Quem Escora No Braço
(Marco Antonio Nunes/Nilton Ferreira)
Pealador que se garante, não precisa testemunho
Mostra no braço e no punho e o resto deixa pra o laço
Um pealo é um balaço quando pega nas munhecas
O touro se vai à breca, chega entortar o espinhaço
Na saída da porteira que se pealeia por farra
Bem lindo é o de cucharra, onde se mostra destreza
Esse é um pealo de proeza, pacholeio de peão
Quando o bicho beija o chão, pras vistas é uma beleza
Um zebuzito ventena que não respeita cancela
Sai correndo e atropela, pensando que é mais forte
Brincando com a própria sorte e já se perde num tombo
Num pealo de sobrelombo de fazer trocar de norte
Ao ouvir um reboleio, até o mais forte esconde a cara
O próprio vento dispara lá por detrás da coxilha
Uma armada e três rodilhas, só isto basta pra um pealo
Não precisa nem lembrá-lo que o tombo é uma maravilha
Um cuiudo aporreado senta as pata e não se entrega
Sai arrancando macega, pulando cercas e valos
Coisa feia, nem te falo, não volta nem com a polícia
É aí que entra a malícia de um qüera bueno de pealo
Um doze-braças de guerra, parceiro do santo ofício
Pois pealar é mais que um vício, qual o lombo dos cavalos
Estes versos são regalos pra quem escora no braço
E, com perícia no laço, dão a vida por um pealo
Pealador que se garante, não precisa testemunho
Mostra no braço e no punho e o resto deixa pra o laço
Um pealo é um balaço quando pega nas munhecas
O touro se vai à breca, chega entortar o espinhaço
Na saída da porteira que se pealeia por farra
Bem lindo é o de cucharra, onde se mostra destreza
Esse é um pealo de proeza, pacholeio de peão
Quando o bicho beija o chão, pras vistas é uma beleza
Um zebuzito ventena que não respeita cancela
Sai correndo e atropela, pensando que é mais forte
Brincando com a própria sorte e já se perde num tombo
Num pealo de sobrelombo de fazer trocar de norte
Ao ouvir um reboleio, até o mais forte esconde a cara
O próprio vento dispara lá por detrás da coxilha
Uma armada e três rodilhas, só isto basta pra um pealo
Não precisa nem lembrá-lo que o tombo é uma maravilha
Um cuiudo aporreado senta as pata e não se entrega
Sai arrancando macega, pulando cercas e valos
Coisa feia, nem te falo, não volta nem com a polícia
É aí que entra a malícia de um qüera bueno de pealo
Um doze-braças de guerra, parceiro do santo ofício
Pois pealar é mais que um vício, qual o lombo dos cavalos
Estes versos são regalos pra quem escora no braço
E, com perícia no laço, dão a vida por um pealo