Letra de Abaralhando a Barbela - Nilton Ferreira
Disco A
01
Abaralhando a Barbela
02
No Tilintar das Pedras
03
Décima de Uma Rima Só
04
Pra Quem Faz Cama dos Arreios
05
Baile do Bigode
06
No Império das Estâncias
07
Canção Pra Um Peão Solito
08
Pra Quem Escora No Braço
09
Partejando
10
Raça Guapa
11
Surungo de Rancho
12
Tirando o Peso das Costas
13
Aguaceiro
14
Por Entender a Vida
Abaralhando a Barbela
"bueno moçada, é fim de semana
O serviço em dia, vou ter que tentiar um surungo
Passei a semana inventando rima,
Pois me gusta abrir o peito de chegada
E por cantar a verdade
Ja tem até autoridade querendo meu pelego
Mas hoje.. haha.. lá no bom sussego
De novo eu vou abrir minha goela
Graças a deus, sem tramela
E se não gostarem empino a canha num gole
Passo a faca no fole
Facilita, roubo uma donzela!"
Pronto os encargos, largo meu mouro de lida
Pego o tordilho tratado só pra fuzarca
Passo a semana no galpão quebrando milho
Mas quando sai, sai bombeano a maritaca
Corto caminho pelo campo dos portela
Pego uma aguada, mas desvio na soitera
Gasto um dobrado tendo um pingo só pra farra
Mas cruzo a sanga sem sujar a barrigueira
Abaralhando a barbela, vai meu tordilho
Pisando miudo por galhardo qual o dono
Levo comigo lotes de versos campeiros
Um h.o. mola dupla e uma prateada coqueiro
Viro os pelegos por mania de sestroso
Pego meu trinta recheado, mais um baleiro
Ando com fama de maleva pela volta
Só por entrar a cavalo num destes bailes campeiros
Entro na sala e vou abrindo a garganta
Nisso me pisca a filha do dono da festa
Facilitando roubo a china e corto a gaita
E de novo vou m'embora com fama de quem não presta.
O serviço em dia, vou ter que tentiar um surungo
Passei a semana inventando rima,
Pois me gusta abrir o peito de chegada
E por cantar a verdade
Ja tem até autoridade querendo meu pelego
Mas hoje.. haha.. lá no bom sussego
De novo eu vou abrir minha goela
Graças a deus, sem tramela
E se não gostarem empino a canha num gole
Passo a faca no fole
Facilita, roubo uma donzela!"
Pronto os encargos, largo meu mouro de lida
Pego o tordilho tratado só pra fuzarca
Passo a semana no galpão quebrando milho
Mas quando sai, sai bombeano a maritaca
Corto caminho pelo campo dos portela
Pego uma aguada, mas desvio na soitera
Gasto um dobrado tendo um pingo só pra farra
Mas cruzo a sanga sem sujar a barrigueira
Abaralhando a barbela, vai meu tordilho
Pisando miudo por galhardo qual o dono
Levo comigo lotes de versos campeiros
Um h.o. mola dupla e uma prateada coqueiro
Viro os pelegos por mania de sestroso
Pego meu trinta recheado, mais um baleiro
Ando com fama de maleva pela volta
Só por entrar a cavalo num destes bailes campeiros
Entro na sala e vou abrindo a garganta
Nisso me pisca a filha do dono da festa
Facilitando roubo a china e corto a gaita
E de novo vou m'embora com fama de quem não presta.