Letra de O Inventário da Sombra - Ernesto Fagundes - Gujo Teixeira
Disco A
01
Agora Chora Cordeona - Leonel Gomez
02
Pra o Meu Consumo - Luiz Marenco
03
Alumbramento - Luciano Maia
04
Ainda Com a Faca na Mão - Marcelo Oliveira, Lisandro Amaral
05
Tarde de Chuva Num Quarto de Estância - Cristiano Quevedo
06
De Luz e Sombra - Jairo Lambari Fernandes
07
Por Onde Anda a Alma Inquieta do Poeta - Marco Aurelio Vasconcellos
08
Pampa e Flor - Juliana Spanevello
09
Chairando a Faca - Angelo Franco
10
Quando o Aço da Tesoura Perdeu o Fio pra Tosquia - Gustavo Teixeira
11
O Tombo - Pirisca Grecco, Angelo Franco
12
Da Alma Branca dos Que Tem Saudade - Joca Martins
13
Na Paz do Galpão - César Passarinho
14
Os Olhos do Meu Cavalo - Fabiano Bacchieri
15
Seu Espinho e Flor de Tuna - Marcelo Oliveira
16
O Inventário da Sombra - Ernesto Fagundes
17
Quando o Verso Vem Pras Casa - Luiz Marenco, Jari Terres
O Inventário da Sombra - Ernesto Fagundes
A sombra é breve e eterna
E ao tempo não envelhece
Viaja nos nossos passos
E opõem-se as nossas preces
Nos acompanha os cavalos
Sem nem saber o motivo
Vai feito um cusco no campo
Costeando a bota e o estrivo
É íntima companheira
Por estar sempre presente
Se alonga, fica pequena
Mas nunca some da gente
Pensamos que ela se vai
Fechando os olhos pro escuro
Mas ela pena e se esconde
Buscando um pouso seguro
A sombra inventa histórias
E sempre guarda segredos
De vultos dentro da noite
Que deixam guris com medo
Mas descobri minha sombra
E resolvi lhe entender
Ela é igual a todos nós
Tem que ter luz pra viver
A sombra inventa imagens
Compondo a luz ao contrário
E nos segue dia e noite
No seu mundo imaginário
Pois ela nunca é sozinha
A escuridão lhe completa
Por sito ela se arrasta
Aos pés de quem lhe projeta
Quantas vezes nos perdemos
No brilho de algum luzeiro
Que se sustenta sozinho
Por nos sombrear por inteiro
Mas quem tem luz se espalha
Por onde cruzará a vida
E leva sua claridades
Numa esperança incontida
Há quem se abrigue na sombra
Que outros fazem em si
Pois não vivem a plenitude
Que eu encontrei por aqui
Eu vivo as minhas ideias
Sou princípio, meio e fim
Resolvi fazer a minha sombra
Pois tenho luzes em mim
E ao tempo não envelhece
Viaja nos nossos passos
E opõem-se as nossas preces
Nos acompanha os cavalos
Sem nem saber o motivo
Vai feito um cusco no campo
Costeando a bota e o estrivo
É íntima companheira
Por estar sempre presente
Se alonga, fica pequena
Mas nunca some da gente
Pensamos que ela se vai
Fechando os olhos pro escuro
Mas ela pena e se esconde
Buscando um pouso seguro
A sombra inventa histórias
E sempre guarda segredos
De vultos dentro da noite
Que deixam guris com medo
Mas descobri minha sombra
E resolvi lhe entender
Ela é igual a todos nós
Tem que ter luz pra viver
A sombra inventa imagens
Compondo a luz ao contrário
E nos segue dia e noite
No seu mundo imaginário
Pois ela nunca é sozinha
A escuridão lhe completa
Por sito ela se arrasta
Aos pés de quem lhe projeta
Quantas vezes nos perdemos
No brilho de algum luzeiro
Que se sustenta sozinho
Por nos sombrear por inteiro
Mas quem tem luz se espalha
Por onde cruzará a vida
E leva sua claridades
Numa esperança incontida
Há quem se abrigue na sombra
Que outros fazem em si
Pois não vivem a plenitude
Que eu encontrei por aqui
Eu vivo as minhas ideias
Sou princípio, meio e fim
Resolvi fazer a minha sombra
Pois tenho luzes em mim