Letra de Quando o Verso Vem Pras Casa - Luiz Marenco, Jari Terres - Gujo Teixeira
Disco A
01
Agora Chora Cordeona - Leonel Gomez
02
Pra o Meu Consumo - Luiz Marenco
03
Alumbramento - Luciano Maia
04
Ainda Com a Faca na Mão - Marcelo Oliveira, Lisandro Amaral
05
Tarde de Chuva Num Quarto de Estância - Cristiano Quevedo
06
De Luz e Sombra - Jairo Lambari Fernandes
07
Por Onde Anda a Alma Inquieta do Poeta - Marco Aurelio Vasconcellos
08
Pampa e Flor - Juliana Spanevello
09
Chairando a Faca - Angelo Franco
10
Quando o Aço da Tesoura Perdeu o Fio pra Tosquia - Gustavo Teixeira
11
O Tombo - Pirisca Grecco, Angelo Franco
12
Da Alma Branca dos Que Tem Saudade - Joca Martins
13
Na Paz do Galpão - César Passarinho
14
Os Olhos do Meu Cavalo - Fabiano Bacchieri
15
Seu Espinho e Flor de Tuna - Marcelo Oliveira
16
O Inventário da Sombra - Ernesto Fagundes
17
Quando o Verso Vem Pras Casa - Luiz Marenco, Jari Terres
Quando o Verso Vem Pras Casa - Luiz Marenco, Jari Terres
A calma do tarumã, ganhou sombra mais copada
Pela várzea espichada com o sol da tarde caindo
Um pañuelo maragato se abriu no horizonte
Trazendo um novo reponte, prá um fim-de-tarde bem lindo
Daí um verso de campo se chegou da campereada
No lombo de uma gateada frente aberta de respeito
Desencilhou na ramada, já cansado das lonjuras
Mas estampando a figura, campeira, bem do seu jeito
Cevou um mate pura-folha, jujado de maçanilha
E um ventito da coxilha trouxe coplas entre as asas
Prá querência galponeira, onde o verso é mais caseiro
Templado a luz de candeeiro e um "quarto gordo nas brasa"
A mansidão da campanha traz saudade feito açoite
Com olhos negros de noite que ela mesma querenciou
E o verso que tinha sonhos prá rondar na madrugada
Deixou a cancela encostada e a tropa se desgarrou
E o verso sonhou ser várzea com sombra de tarumã
Ser um galo prás manhãs, ou um gateado prá encilha
Sonhou com os olhos da prenda vestidos de primavera
Adormecidos na espera do sol pontear na coxilha
Ficaram arreios suados e o silêncio de esporas
Um cerne com cor de aurora queimando em fogo de chão
Uma cuia e uma bomba recostada na cambona
E uma saudade redomona pelos cantos do galpão
Pela várzea espichada com o sol da tarde caindo
Um pañuelo maragato se abriu no horizonte
Trazendo um novo reponte, prá um fim-de-tarde bem lindo
Daí um verso de campo se chegou da campereada
No lombo de uma gateada frente aberta de respeito
Desencilhou na ramada, já cansado das lonjuras
Mas estampando a figura, campeira, bem do seu jeito
Cevou um mate pura-folha, jujado de maçanilha
E um ventito da coxilha trouxe coplas entre as asas
Prá querência galponeira, onde o verso é mais caseiro
Templado a luz de candeeiro e um "quarto gordo nas brasa"
A mansidão da campanha traz saudade feito açoite
Com olhos negros de noite que ela mesma querenciou
E o verso que tinha sonhos prá rondar na madrugada
Deixou a cancela encostada e a tropa se desgarrou
E o verso sonhou ser várzea com sombra de tarumã
Ser um galo prás manhãs, ou um gateado prá encilha
Sonhou com os olhos da prenda vestidos de primavera
Adormecidos na espera do sol pontear na coxilha
Ficaram arreios suados e o silêncio de esporas
Um cerne com cor de aurora queimando em fogo de chão
Uma cuia e uma bomba recostada na cambona
E uma saudade redomona pelos cantos do galpão