Letra de Quando o Aço da Tesoura Perdeu o Fio pra Tosquia - Gustavo Teixeira - Gujo Teixeira
Disco A
01
Agora Chora Cordeona - Leonel Gomez
02
Pra o Meu Consumo - Luiz Marenco
03
Alumbramento - Luciano Maia
04
Ainda Com a Faca na Mão - Marcelo Oliveira, Lisandro Amaral
05
Tarde de Chuva Num Quarto de Estância - Cristiano Quevedo
06
De Luz e Sombra - Jairo Lambari Fernandes
07
Por Onde Anda a Alma Inquieta do Poeta - Marco Aurelio Vasconcellos
08
Pampa e Flor - Juliana Spanevello
09
Chairando a Faca - Angelo Franco
10
Quando o Aço da Tesoura Perdeu o Fio pra Tosquia - Gustavo Teixeira
11
O Tombo - Pirisca Grecco, Angelo Franco
12
Da Alma Branca dos Que Tem Saudade - Joca Martins
13
Na Paz do Galpão - César Passarinho
14
Os Olhos do Meu Cavalo - Fabiano Bacchieri
15
Seu Espinho e Flor de Tuna - Marcelo Oliveira
16
O Inventário da Sombra - Ernesto Fagundes
17
Quando o Verso Vem Pras Casa - Luiz Marenco, Jari Terres
Quando o Aço da Tesoura Perdeu o Fio pra Tosquia - Gustavo Teixeira
Quando o aço da tesoura
Perdeu o fio pra tosquia
A força de templa e fogo
Deram-lhe outra serventia
Uma faca de bom corte
Cabo de osso e madeira
Arte de cerno e de bronze
Feitio do Cláudio Ferreira
A velha tesoura inglesa
De tosquiar velo em dezembro
Já cortava nas comparsas
Bem antes de mim, me lembro!
Coroa, só numa folha
Mola que firma e não vira
Vai durar mais uns cem anos
Num cabo de guajuvira
Quantas vezes matraqueira
Falava da vida alheia
Nos beliscão das esquilas
Nas rugas de alguma oveia
Outra vez, em proza mansa
Contava de algum floreio
Botando toso em quilina
Da cavalhada do arreio
Foi das esquila a martelo
Por conta do estancieiro
Cruzando de mil ovelhas
Pra se entregar em janeiro
Não teve mais serventia
Quando a comparsa partiu
Foi de botar uns cem velos
Sem nunca perder o fio
Agora vai na cintura
E por afiada se guia
Retovada de bainha
Prenunciando uma sangria
Pois ainda vai achar-se
Nas mãos de um esquilador
Com uma ovelha pra consumo
Na sombra de um carneador
Quando o aço da tesoura
Perdeu o fio pra tosquia
Virou faca de respeito
Pra corte, talho e sangria
Perdeu o fio pra tosquia
A força de templa e fogo
Deram-lhe outra serventia
Uma faca de bom corte
Cabo de osso e madeira
Arte de cerno e de bronze
Feitio do Cláudio Ferreira
A velha tesoura inglesa
De tosquiar velo em dezembro
Já cortava nas comparsas
Bem antes de mim, me lembro!
Coroa, só numa folha
Mola que firma e não vira
Vai durar mais uns cem anos
Num cabo de guajuvira
Quantas vezes matraqueira
Falava da vida alheia
Nos beliscão das esquilas
Nas rugas de alguma oveia
Outra vez, em proza mansa
Contava de algum floreio
Botando toso em quilina
Da cavalhada do arreio
Foi das esquila a martelo
Por conta do estancieiro
Cruzando de mil ovelhas
Pra se entregar em janeiro
Não teve mais serventia
Quando a comparsa partiu
Foi de botar uns cem velos
Sem nunca perder o fio
Agora vai na cintura
E por afiada se guia
Retovada de bainha
Prenunciando uma sangria
Pois ainda vai achar-se
Nas mãos de um esquilador
Com uma ovelha pra consumo
Na sombra de um carneador
Quando o aço da tesoura
Perdeu o fio pra tosquia
Virou faca de respeito
Pra corte, talho e sangria