Letra de Tarde de Chuva Num Quarto de Estância - Cristiano Quevedo - Gujo Teixeira
Disco A
01
Agora Chora Cordeona - Leonel Gomez
02
Pra o Meu Consumo - Luiz Marenco
03
Alumbramento - Luciano Maia
04
Ainda Com a Faca na Mão - Marcelo Oliveira, Lisandro Amaral
05
Tarde de Chuva Num Quarto de Estância - Cristiano Quevedo
06
De Luz e Sombra - Jairo Lambari Fernandes
07
Por Onde Anda a Alma Inquieta do Poeta - Marco Aurelio Vasconcellos
08
Pampa e Flor - Juliana Spanevello
09
Chairando a Faca - Angelo Franco
10
Quando o Aço da Tesoura Perdeu o Fio pra Tosquia - Gustavo Teixeira
11
O Tombo - Pirisca Grecco, Angelo Franco
12
Da Alma Branca dos Que Tem Saudade - Joca Martins
13
Na Paz do Galpão - César Passarinho
14
Os Olhos do Meu Cavalo - Fabiano Bacchieri
15
Seu Espinho e Flor de Tuna - Marcelo Oliveira
16
O Inventário da Sombra - Ernesto Fagundes
17
Quando o Verso Vem Pras Casa - Luiz Marenco, Jari Terres
Tarde de Chuva Num Quarto de Estância - Cristiano Quevedo
Assim se passa esses dias,
Entre milongas ponteadas
Ouvindo a chuva bater
Contra as pedras da calçada.
Chapéu de copas batidas
Sem cabeças dependurados,
Olhando a chuva cair
Da aba larga dos telhados...
Um rádio velho, de mesa,
Com sua voz quase apagada,
Vai nos contando entre chiados
De casa e várzea alagadas...
Um calendário de datas
Nos conta os dias passados,
Com versos do velho jayme
E cavalos desenhados.
Meus livros - tantos relidos...
Em suas folhas amarelas,
(vão descansando seus versos
Na estante, junto à janela...) 2x
Um freio novo sem boca
Botas sem pés e sem calos,
Um rebenque, um par de esporas,
Na espera dos cavalos.
Bancos com marca da estância
As mesmas que andam no couro,
Da gadaria espalhada
Dos fletes baios e mouros...
Vez enquando a chuva pára
Na sua cisma de trovente,
Mas segue pingando sempre
Do cinamomo da frente...
E a janela se emoldura
Feito um quadro na parede
(e a chuva segue chovendo
Prá o campo matar a sede) 2x
Entre milongas ponteadas
Ouvindo a chuva bater
Contra as pedras da calçada.
Chapéu de copas batidas
Sem cabeças dependurados,
Olhando a chuva cair
Da aba larga dos telhados...
Um rádio velho, de mesa,
Com sua voz quase apagada,
Vai nos contando entre chiados
De casa e várzea alagadas...
Um calendário de datas
Nos conta os dias passados,
Com versos do velho jayme
E cavalos desenhados.
Meus livros - tantos relidos...
Em suas folhas amarelas,
(vão descansando seus versos
Na estante, junto à janela...) 2x
Um freio novo sem boca
Botas sem pés e sem calos,
Um rebenque, um par de esporas,
Na espera dos cavalos.
Bancos com marca da estância
As mesmas que andam no couro,
Da gadaria espalhada
Dos fletes baios e mouros...
Vez enquando a chuva pára
Na sua cisma de trovente,
Mas segue pingando sempre
Do cinamomo da frente...
E a janela se emoldura
Feito um quadro na parede
(e a chuva segue chovendo
Prá o campo matar a sede) 2x