Letra de Chairando a Faca - Angelo Franco - Gujo Teixeira
Disco A
01
Agora Chora Cordeona - Leonel Gomez
02
Pra o Meu Consumo - Luiz Marenco
03
Alumbramento - Luciano Maia
04
Ainda Com a Faca na Mão - Marcelo Oliveira, Lisandro Amaral
05
Tarde de Chuva Num Quarto de Estância - Cristiano Quevedo
06
De Luz e Sombra - Jairo Lambari Fernandes
07
Por Onde Anda a Alma Inquieta do Poeta - Marco Aurelio Vasconcellos
08
Pampa e Flor - Juliana Spanevello
09
Chairando a Faca - Angelo Franco
10
Quando o Aço da Tesoura Perdeu o Fio pra Tosquia - Gustavo Teixeira
11
O Tombo - Pirisca Grecco, Angelo Franco
12
Da Alma Branca dos Que Tem Saudade - Joca Martins
13
Na Paz do Galpão - César Passarinho
14
Os Olhos do Meu Cavalo - Fabiano Bacchieri
15
Seu Espinho e Flor de Tuna - Marcelo Oliveira
16
O Inventário da Sombra - Ernesto Fagundes
17
Quando o Verso Vem Pras Casa - Luiz Marenco, Jari Terres
Chairando a Faca - Angelo Franco
O paysano chaira a faca
E experimenta o fio no dedo
Enquanto outro paysano
Lhe olha cheio de medo
Repensa seus desagravos
Busca uma prece com calma
Esquecido no desprezo
De quem já vendeu a alma
Resta pouco é só esperar
Por que o destino não erra
Quem fez vai pagar o preço
Com sete palmos de terra
Por que a faca em desatino
Lambendo de tão afiada
Ainda trás a mesma fome
De sangrar boi nas charqueadas
O paysano até nem pensa
Vai honrar um pobre irmão
Que morreu nas mesmas mãos
Que hoje lhe pedem perdão
É vida e morte em namoro
É um taura perto do fim
É o medo dizendo não
É a faca dizendo sim
Quieto o paysano de joelho
Engasga a voz da pergunta
Levanta as mãos para o céu
Com tento atadas bem juntas
Ouve de perto a conversa
Da faca e chaira em achego
Imagine estar nas mãos de um Latorre no rio negro
E qual seria a razão
De ser cobrado e cobrar
De decidir por sua conta
Fazer justiça ou perdoar
Um olhar tinto de sangue
Mostrando a raiva que tem
O outro pedindo arrego
Pra faca na mão de alguém
Quase um silêncio mortal
Por um instante se faz
O paysano fecha os olhos
Relembra tempos atrás
O outro ajeita a sua boina
E a bainha na guaiaca
Sabe da dor do castigo
Mas segue chairando a faca
E experimenta o fio no dedo
Enquanto outro paysano
Lhe olha cheio de medo
Repensa seus desagravos
Busca uma prece com calma
Esquecido no desprezo
De quem já vendeu a alma
Resta pouco é só esperar
Por que o destino não erra
Quem fez vai pagar o preço
Com sete palmos de terra
Por que a faca em desatino
Lambendo de tão afiada
Ainda trás a mesma fome
De sangrar boi nas charqueadas
O paysano até nem pensa
Vai honrar um pobre irmão
Que morreu nas mesmas mãos
Que hoje lhe pedem perdão
É vida e morte em namoro
É um taura perto do fim
É o medo dizendo não
É a faca dizendo sim
Quieto o paysano de joelho
Engasga a voz da pergunta
Levanta as mãos para o céu
Com tento atadas bem juntas
Ouve de perto a conversa
Da faca e chaira em achego
Imagine estar nas mãos de um Latorre no rio negro
E qual seria a razão
De ser cobrado e cobrar
De decidir por sua conta
Fazer justiça ou perdoar
Um olhar tinto de sangue
Mostrando a raiva que tem
O outro pedindo arrego
Pra faca na mão de alguém
Quase um silêncio mortal
Por um instante se faz
O paysano fecha os olhos
Relembra tempos atrás
O outro ajeita a sua boina
E a bainha na guaiaca
Sabe da dor do castigo
Mas segue chairando a faca