Letra de Ainda Com a Faca na Mão - Marcelo Oliveira, Lisandro Amaral - Gujo Teixeira
Disco A
01
Agora Chora Cordeona - Leonel Gomez
02
Pra o Meu Consumo - Luiz Marenco
03
Alumbramento - Luciano Maia
04
Ainda Com a Faca na Mão - Marcelo Oliveira, Lisandro Amaral
05
Tarde de Chuva Num Quarto de Estância - Cristiano Quevedo
06
De Luz e Sombra - Jairo Lambari Fernandes
07
Por Onde Anda a Alma Inquieta do Poeta - Marco Aurelio Vasconcellos
08
Pampa e Flor - Juliana Spanevello
09
Chairando a Faca - Angelo Franco
10
Quando o Aço da Tesoura Perdeu o Fio pra Tosquia - Gustavo Teixeira
11
O Tombo - Pirisca Grecco, Angelo Franco
12
Da Alma Branca dos Que Tem Saudade - Joca Martins
13
Na Paz do Galpão - César Passarinho
14
Os Olhos do Meu Cavalo - Fabiano Bacchieri
15
Seu Espinho e Flor de Tuna - Marcelo Oliveira
16
O Inventário da Sombra - Ernesto Fagundes
17
Quando o Verso Vem Pras Casa - Luiz Marenco, Jari Terres
Ainda Com a Faca na Mão - Marcelo Oliveira, Lisandro Amaral
Pegaram Adão Formiga
“inda” com a faca na mão
com o vermelho da sangria
escorrendo pelo chão.
Na bombacha remendada
limpava a faca de um lado
como querendo esconder
o intento de ser culpado...
Quem diria Adão Formiga
vizinho de uns trinta anos
carneando um capão alheio...
Talvez fosse por engano
Mais a marca no pelego
de tinta, mostrava o dono
e a noite apontava a pressa
pra um galho de cinamomo.
Toda a semana na estância
vai pra consumo um capão
escolhido por bem gordo
nos mandados do patrão.
Pois quem produz sabe bem
Quanto lhe custa o serviço
de cuidado e produção
pra alguém depois dar sumiço.
Porque não pediu uma changa
pois trabalhar não é feio
resolveu por conta justa
apossar-se do alheio.
Quem sabe nas “precisão”
pedisse uns “pila” emprestado
mas esperou mais a noite
pra cruzar pelo alambrado.
Um sorro a sombra da noite
uma faca de bom corte
um carancho num cordeiro
inverno com geada forte.
Cada qual no seu destino
no ciclo anormal do homem
uns matam só por famintos
uns pra matarem a fome
E agora Adão Formiga
tem fama na redondeza
todos sabem de onde é a carne
que as vezes bota na mesa
Pois quem carneia um capão
pra “mata” a fome do filho
mata quatro, cinco ou seis
depois não sai deste trilho
“inda” com a faca na mão
com o vermelho da sangria
escorrendo pelo chão.
Na bombacha remendada
limpava a faca de um lado
como querendo esconder
o intento de ser culpado...
Quem diria Adão Formiga
vizinho de uns trinta anos
carneando um capão alheio...
Talvez fosse por engano
Mais a marca no pelego
de tinta, mostrava o dono
e a noite apontava a pressa
pra um galho de cinamomo.
Toda a semana na estância
vai pra consumo um capão
escolhido por bem gordo
nos mandados do patrão.
Pois quem produz sabe bem
Quanto lhe custa o serviço
de cuidado e produção
pra alguém depois dar sumiço.
Porque não pediu uma changa
pois trabalhar não é feio
resolveu por conta justa
apossar-se do alheio.
Quem sabe nas “precisão”
pedisse uns “pila” emprestado
mas esperou mais a noite
pra cruzar pelo alambrado.
Um sorro a sombra da noite
uma faca de bom corte
um carancho num cordeiro
inverno com geada forte.
Cada qual no seu destino
no ciclo anormal do homem
uns matam só por famintos
uns pra matarem a fome
E agora Adão Formiga
tem fama na redondeza
todos sabem de onde é a carne
que as vezes bota na mesa
Pois quem carneia um capão
pra “mata” a fome do filho
mata quatro, cinco ou seis
depois não sai deste trilho