Letra de Caminho de Sempre - André Teixeira
Disco A
01
Um Quadro a Ser Pintado
02
Lá D’onde eu Venho
03
Do Meu Rincão
04
O Silêncio e a Campereada
05
Peão do Posto e Chamarrita
06
João Facão
07
Caminhador
08
Al Compás de la Vigüela
09
Querência, Somos Iguais!
10
Manhã de Rodeio
11
Nos Braços da Madrugada
12
Assoviando a Quero-mana
13
Peregrino e Cruzador
14
No Tranco do Mutim
15
A Linha da Minha Mão
16
Monumento
17
Caminho de Sempre
Caminho de Sempre
(Francisco Brasil/André Teixeira)
O sol se põe de’a pouquito
Detrás da porteira velha
Do mataburro quebrado.
E o campeiro, num tostado,
Tranco e tranco, retornando...
Vai contente e vai charlando
Com seu perrito tigrado.
Vez em quando, garra um trote...
Chacoalha o laço nos tentos
E os bastos ringem - pois não! -
Cruza por cerro e lagoão,
Costa de mato e banhado...
Onde a garça segue o gado,
Que nem lhe põe atenção.
Co’estes fundos recorridos,
- pondo o olho em vaca fraca,
Bombeando o arame e contando... -
Fecha um cigarro, voltando.
Bom fumo Ramo de Ouro,
Que vale mais que um tesouro
Pra’o que se aquece pitando!
Capinchos mansos no passo,
Lebre arisca que dispara,
Sorro ladino gritando...
Em seu rumo, serpenteando,
As vezes some em descidas,
E quando sobe, em seguida,
Vai contra o céu repechando.
Já vai seco por um mate...
E no galpão, pela hora,
(e pelo frio!) não se engana:
Queima um restito de trama
Que repartia um potreiro.
Última ajuda aos campeiros
Da divisa veterana.
Como pode este caminho
- este caminho de sempre -
Estar sempre mais bonito?
Pedras rodeando um cerrito...
Velho açude feito a boi...
Tudo que o pago já foi
Ficou aqui... infinito!
O sol se põe de’a pouquito
Detrás da porteira velha
Do mataburro quebrado.
E o campeiro, num tostado,
Tranco e tranco, retornando...
Vai contente e vai charlando
Com seu perrito tigrado.
Vez em quando, garra um trote...
Chacoalha o laço nos tentos
E os bastos ringem - pois não! -
Cruza por cerro e lagoão,
Costa de mato e banhado...
Onde a garça segue o gado,
Que nem lhe põe atenção.
Co’estes fundos recorridos,
- pondo o olho em vaca fraca,
Bombeando o arame e contando... -
Fecha um cigarro, voltando.
Bom fumo Ramo de Ouro,
Que vale mais que um tesouro
Pra’o que se aquece pitando!
Capinchos mansos no passo,
Lebre arisca que dispara,
Sorro ladino gritando...
Em seu rumo, serpenteando,
As vezes some em descidas,
E quando sobe, em seguida,
Vai contra o céu repechando.
Já vai seco por um mate...
E no galpão, pela hora,
(e pelo frio!) não se engana:
Queima um restito de trama
Que repartia um potreiro.
Última ajuda aos campeiros
Da divisa veterana.
Como pode este caminho
- este caminho de sempre -
Estar sempre mais bonito?
Pedras rodeando um cerrito...
Velho açude feito a boi...
Tudo que o pago já foi
Ficou aqui... infinito!