Letra de Assoviando a Quero-mana - André Teixeira

Assoviando a Quero-mana

(Guilherme Collares/André Teixeira)

E eu vinha chamando a ponta,
Assoviando a quero-mana...

O boi tranqueia olfateando
A cola do meu tordilho...
Com quatro dias de tropa,
Segue até onde desencilho.

Me toca um quarto de ronda
E eu só lembro da fulana...
E não me sai do assovio
Essa mesma quero-mana.

Se o mundo desaba eu tenho,
Bem sentado no lombilho,
Meu poncho azul contra a chuva
E as confiança no tordilho.

Meu sombrero, flor de abobra,
Desabado contra o vento
Protege o meu assovio,
E a quero-mana eu sustento.

Ao tranco, a noite na ronda,
A gadaria reclama,
Lembrando a minha saudade
Que se esvai da quero-mana.

Já não me sai da memória
A canção em que ela chama...
Nem sei bem se ela me quer,
Mas não esqueço a fulana.

E amanhã, de manhã cedo...
Eu sigo a mesma proclama...
E chamo a ponta assoviando
Essa mesma quero-mana!
Expressões Regionais nesta letra

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