Letra de A Linha da Minha Mão - André Teixeira
Disco A
01
Um Quadro a Ser Pintado
02
Lá D’onde eu Venho
03
Do Meu Rincão
04
O Silêncio e a Campereada
05
Peão do Posto e Chamarrita
06
João Facão
07
Caminhador
08
Al Compás de la Vigüela
09
Querência, Somos Iguais!
10
Manhã de Rodeio
11
Nos Braços da Madrugada
12
Assoviando a Quero-mana
13
Peregrino e Cruzador
14
No Tranco do Mutim
15
A Linha da Minha Mão
16
Monumento
17
Caminho de Sempre
A Linha da Minha Mão
(Sérgio Carvalho Pereira/André Teixeira)
Aqui no povo, faz anos,
Na beira do rancherio,
Sobre um potreiro vazio
Se armou um toldo de ciganos.
Eu, rapazote aragano,
Sem plata e sem bendição,
Estendi a minha mão
Pra sorte me fazer planos.
Depois me fui pra campanha,
Onde meu pai era peão
E estendi a mesma mão
Pro arreio que me acompanha.
Queimei o couro da palma
A pealos sem tirador.
Engrossei a pele d’alma
Nos cabos de arreador.
Perdi o desenho de volta
Nas voltas do maneador
E o “M” da mão canhota
Tironeando sentador.
Curei das mãos as feridas
Nos barros de corredor.
Borrei a linha da vida
Com tinta de sangrador.
Tirei moirão pra alambrado,
Ferrei roda de carreta,
Senti o coice do arado
E o coice de algum sotreta.
Diz que a vida na campanha
Parece cruzar mais lenta,
Mas até moirão de angico
Um dia o tempo arrebenta.
Peguei na mão do meu pai,
Quando meu velho partiu.
Vi um caminho apagando
Como secura de rio.
A espinho, barro e farpado,
Linha da vida sumiu.
Como é fácil ler a sorte
De um guri do rancherio !
Ela pegou minha mão,
Disse: Campeiro! ...E sorriu.
Cigana pegou as moedas,
Disse: Campeiro! ...E sumiu.
Depois me fui pra campanha,
Onde meu pai era peão
E estendi a mesma mão
Pro arreio que me acompanha.
Aqui no povo, faz anos,
Na beira do rancherio,
Sobre um potreiro vazio
Se armou um toldo de ciganos.
Eu, rapazote aragano,
Sem plata e sem bendição,
Estendi a minha mão
Pra sorte me fazer planos.
Depois me fui pra campanha,
Onde meu pai era peão
E estendi a mesma mão
Pro arreio que me acompanha.
Queimei o couro da palma
A pealos sem tirador.
Engrossei a pele d’alma
Nos cabos de arreador.
Perdi o desenho de volta
Nas voltas do maneador
E o “M” da mão canhota
Tironeando sentador.
Curei das mãos as feridas
Nos barros de corredor.
Borrei a linha da vida
Com tinta de sangrador.
Tirei moirão pra alambrado,
Ferrei roda de carreta,
Senti o coice do arado
E o coice de algum sotreta.
Diz que a vida na campanha
Parece cruzar mais lenta,
Mas até moirão de angico
Um dia o tempo arrebenta.
Peguei na mão do meu pai,
Quando meu velho partiu.
Vi um caminho apagando
Como secura de rio.
A espinho, barro e farpado,
Linha da vida sumiu.
Como é fácil ler a sorte
De um guri do rancherio !
Ela pegou minha mão,
Disse: Campeiro! ...E sorriu.
Cigana pegou as moedas,
Disse: Campeiro! ...E sumiu.
Depois me fui pra campanha,
Onde meu pai era peão
E estendi a mesma mão
Pro arreio que me acompanha.