Letra de Um Quadro a Ser Pintado - André Teixeira
Disco A
01
Um Quadro a Ser Pintado
02
Lá D’onde eu Venho
03
Do Meu Rincão
04
O Silêncio e a Campereada
05
Peão do Posto e Chamarrita
06
João Facão
07
Caminhador
08
Al Compás de la Vigüela
09
Querência, Somos Iguais!
10
Manhã de Rodeio
11
Nos Braços da Madrugada
12
Assoviando a Quero-mana
13
Peregrino e Cruzador
14
No Tranco do Mutim
15
A Linha da Minha Mão
16
Monumento
17
Caminho de Sempre
Um Quadro a Ser Pintado
(Rogério Villagran/André Teixeira)
Se arrastou no "levá" o corpo,
Bem no cruzar da cancela,
Saiu coiceando “os cachorro”,
Berrando de toda goela...
Um bagual baio sestroso,
De procedência malino,
Malicioso em cada salto,
Veiaco por seu destino.
O domador tarimbeiro,
Dos que nunca facilita,
Por duvidar do improvavél,
Bem mais em si acredita.
O cordiriu garantido,
Rédea chata e cincha forte,
E um rebenque assoviador
Mais brabo que o vento norte...
O basto, quatro cabeças,
Pelego branco lanudo,
Forrava o trono do taura
Que era taura e garronudo.
Quebrado nas duas pontas,
Um chapéu preto, aba dura...
E um tirador de "vaqueta"
Bem atado na cintura.
Esporas de ferro osco,
Rosetas com dente gasto...
Maneador a bate-cola
Já com uma ponta de arrasto...
Buçal com cabresto largo
E a pescoceira torcida,
Maneia de couro grosso
Sovada aos coices da lida.
Bota com o cano dobrado,
Um do outro, desparelho,
A bombacha arremangada
Um pouco abaixo dos joelhos.
O sol queimando nos ombros
Pelo mormaço da tarde,
Mesclando o sal do suor
Com a polvadeira que encarde.
No mangueirão do rodeio,
Santuário de tantos ritos,
Um domeiro e um bagual baio
São rimas pra um verso escrito.
Porém o que eu mais queria,
Que além dessa inspiração,
Alguém pintasse esse quadro
Com as cores do meu rincão
Se arrastou no "levá" o corpo,
Bem no cruzar da cancela,
Saiu coiceando “os cachorro”,
Berrando de toda goela...
Um bagual baio sestroso,
De procedência malino,
Malicioso em cada salto,
Veiaco por seu destino.
O domador tarimbeiro,
Dos que nunca facilita,
Por duvidar do improvavél,
Bem mais em si acredita.
O cordiriu garantido,
Rédea chata e cincha forte,
E um rebenque assoviador
Mais brabo que o vento norte...
O basto, quatro cabeças,
Pelego branco lanudo,
Forrava o trono do taura
Que era taura e garronudo.
Quebrado nas duas pontas,
Um chapéu preto, aba dura...
E um tirador de "vaqueta"
Bem atado na cintura.
Esporas de ferro osco,
Rosetas com dente gasto...
Maneador a bate-cola
Já com uma ponta de arrasto...
Buçal com cabresto largo
E a pescoceira torcida,
Maneia de couro grosso
Sovada aos coices da lida.
Bota com o cano dobrado,
Um do outro, desparelho,
A bombacha arremangada
Um pouco abaixo dos joelhos.
O sol queimando nos ombros
Pelo mormaço da tarde,
Mesclando o sal do suor
Com a polvadeira que encarde.
No mangueirão do rodeio,
Santuário de tantos ritos,
Um domeiro e um bagual baio
São rimas pra um verso escrito.
Porém o que eu mais queria,
Que além dessa inspiração,
Alguém pintasse esse quadro
Com as cores do meu rincão