Letra de Outros Pêlos - João Luiz Corrêa
Disco A
01
Abertura - O Poeta não Morre!
02
Coplas de Viramundo
03
Encomenda (Participação Especial: Luciano Maia - Declamação: Dorval Dias)
04
Chasque pra Dom Munhoz (Participação Especial: Gilberto Monteiro)
05
Aos Domingos (Participação Especial: Walther Morais)
06
De Santa Clara ao Além (Participação Especial: Leonel Gomez - Declamação: José Machado Leal)
07
Claridade
08
Milonga Sinuelo
09
Santo Chão (Participação Especial: César Oliveira e Rogério Melo)
10
Mouro Negro
11
Acorda Bugio
12
De Como Cantar um Flete (Participação Especial: Joca Martins)
13
Outros Pêlos
Outros Pêlos
José Gaspar Machado da Silva e Fabio Luis de O. Rosa
Forma cavalo, forma ...
Grito de forma cavalo no clarear de cada dia,
A indiada corre buçal bombeando a capatazia.
Baios, ruanos, gateados, tobianos, lazões, tostados,
Em reculutas lindeiras nos trilhos dos desgarrados.
Doradilhos e lobunos, duas tropilhas de pêlos,
Ponteando tropas chiruas fazendo vez de sinuelo.
Ponteando tropas chiruas fazendo vez de sinuelo.
Picasso que o pêlo a pêlo fez barrosa sua estampa
No piquete dos janeiros morreu de cabeça branca.
De parelha fez um mouro e um colorado pinhão
Nos apartes de terneiros em dia de marcação.
Malacara – “frente aberta”, azulego e rabicano
Pateando estradas reais varridas pelo minuano
Pateando estradas reais varridas pelo minuano
Meus rumos foram charqueadas, pousadas e pastoreio,
Oveiro, pampa e bragado, três mudas domando arreio.
Tive um preto como a noite e um pangaré anca de vaca
Com rédeas de dar inveja para uma briga de faca
Um rosilho marchador p’ra viajar a escoteiro
Quando largava pra o povo campeando algum entrevero
Quando largava pra o povo campeando algum entrevero
Gritos de forma cavalo no clarear de cada dia
A indiada corre e buçal bombeando a capatazia.
Quem já viveu tantos anos sovando pêlos e marcas
De zaino ficou tordilho contando tropas nas tarcas
Quantos fletes repassados nas mais lindas procedências
Bateram casco no tempo pra fazer pátria e querência...
Bateram casco no tempo pra fazer pátria e querência...
Bateram casco no tempo pra fazer pátria e querência...
Forma cavalo, forma ...
Grito de forma cavalo no clarear de cada dia,
A indiada corre buçal bombeando a capatazia.
Baios, ruanos, gateados, tobianos, lazões, tostados,
Em reculutas lindeiras nos trilhos dos desgarrados.
Doradilhos e lobunos, duas tropilhas de pêlos,
Ponteando tropas chiruas fazendo vez de sinuelo.
Ponteando tropas chiruas fazendo vez de sinuelo.
Picasso que o pêlo a pêlo fez barrosa sua estampa
No piquete dos janeiros morreu de cabeça branca.
De parelha fez um mouro e um colorado pinhão
Nos apartes de terneiros em dia de marcação.
Malacara – “frente aberta”, azulego e rabicano
Pateando estradas reais varridas pelo minuano
Pateando estradas reais varridas pelo minuano
Meus rumos foram charqueadas, pousadas e pastoreio,
Oveiro, pampa e bragado, três mudas domando arreio.
Tive um preto como a noite e um pangaré anca de vaca
Com rédeas de dar inveja para uma briga de faca
Um rosilho marchador p’ra viajar a escoteiro
Quando largava pra o povo campeando algum entrevero
Quando largava pra o povo campeando algum entrevero
Gritos de forma cavalo no clarear de cada dia
A indiada corre e buçal bombeando a capatazia.
Quem já viveu tantos anos sovando pêlos e marcas
De zaino ficou tordilho contando tropas nas tarcas
Quantos fletes repassados nas mais lindas procedências
Bateram casco no tempo pra fazer pátria e querência...
Bateram casco no tempo pra fazer pátria e querência...
Bateram casco no tempo pra fazer pátria e querência...