José Gaspar Machado da Silva e Edson Dutra
Me dá notícia pra cordeona do meu mundo,
Fazer um fundo pra quem chega e pra quem vai.
Dos aparados pinheirais da vacaria,
Estrela guia até as barrancas do uruguai.
Eu se te abraço é muito forte o recomeço,
Porque amanheço pela brasa que há no sol.
Bulindo as teclas do rio grande no meu colo,
Pelo meu solo e algum traste do paiol.
(gaúcho eu sou! E que grandeza meu patrício,
Ter-se o munício e um querer pro coração.
Ser do seu chão como cardo é do pampeiro,
De andar folheiro repovoando a imensidão.)
Quem sabe um verso canta outro e se alvorota,
Garreia a bota e dá-lhe um tapa no chapéu.
Em meio a céu e terra quente de mangueira,
Uma tronqueira e a presilha do sovéu.
Eu se te abraço é por campeira identidade,
Brasão verdade do rio grande anunciador.
Pelo fiador de alvorada e liberdade,
À claridade do pavilhão tricolor.
Objeto de uso pessoal.
Algo que se leva para cozer ou assar e comer.
Desembaraçado e livre.
Calçado com cano (curto, médio ou longo), feito de couro.
Principal esteio de uma porteira.
Botão da mesma guasca, que serve para fixação.