Letra de Santo Chão (Participação Especial: César Oliveira e Rogério Melo) - João Luiz Corrêa
Disco A
01
Abertura - O Poeta não Morre!
02
Coplas de Viramundo
03
Encomenda (Participação Especial: Luciano Maia - Declamação: Dorval Dias)
04
Chasque pra Dom Munhoz (Participação Especial: Gilberto Monteiro)
05
Aos Domingos (Participação Especial: Walther Morais)
06
De Santa Clara ao Além (Participação Especial: Leonel Gomez - Declamação: José Machado Leal)
07
Claridade
08
Milonga Sinuelo
09
Santo Chão (Participação Especial: César Oliveira e Rogério Melo)
10
Mouro Negro
11
Acorda Bugio
12
De Como Cantar um Flete (Participação Especial: Joca Martins)
13
Outros Pêlos
Santo Chão (Participação Especial: César Oliveira e Rogério Melo)
José Gaspar Machado da Silva, César Oliveira e Sérgio Medina Mércio
(Part. Especial: César Oliveira e Rogério Melo)
Campeio a volta do meu ruano - uma trincheira,
A meia tarde quando o sol procura o poente.
E as sesmarias que recorro dia a dia,
Compadecidas, vão boleando a’lma da gente.
Essas legendas que os meus olhos rastreadores,
Aquerenciaram na soleira do galpão.
De dilhermando ao arvoredo por são pedro,
Quanto segredo do índio pobre meu irmão.
De três ontonte uma saudade caborteira,
Igual ao ruano que por nada inda se casca.
Nega o estrivo e lá se vai vendendo as garra,
Pra alguma farra de cordeona que se arrasta.
Se deus quisé com a lua clara eu sigo a via,
Estrela guia que se passa ao deus dará.
Amanhãnzinha, quando o galo acordá o mundo,
Naquele fundo de alma nova eu vou cantá.
O chão é santo e santa terra que me abraça,
Como quem laça algum torena campo a fora.
Se vem da cincha para os campos da querência,
Pela tenência do cantar das mi’as espora.
(Part. Especial: César Oliveira e Rogério Melo)
Campeio a volta do meu ruano - uma trincheira,
A meia tarde quando o sol procura o poente.
E as sesmarias que recorro dia a dia,
Compadecidas, vão boleando a’lma da gente.
Essas legendas que os meus olhos rastreadores,
Aquerenciaram na soleira do galpão.
De dilhermando ao arvoredo por são pedro,
Quanto segredo do índio pobre meu irmão.
De três ontonte uma saudade caborteira,
Igual ao ruano que por nada inda se casca.
Nega o estrivo e lá se vai vendendo as garra,
Pra alguma farra de cordeona que se arrasta.
Se deus quisé com a lua clara eu sigo a via,
Estrela guia que se passa ao deus dará.
Amanhãnzinha, quando o galo acordá o mundo,
Naquele fundo de alma nova eu vou cantá.
O chão é santo e santa terra que me abraça,
Como quem laça algum torena campo a fora.
Se vem da cincha para os campos da querência,
Pela tenência do cantar das mi’as espora.