Letra de De Santa Clara ao Além (Participação Especial: Leonel Gomez - Declamação: José Machado Leal) - João Luiz Corrêa
Disco A
01
Abertura - O Poeta não Morre!
02
Coplas de Viramundo
03
Encomenda (Participação Especial: Luciano Maia - Declamação: Dorval Dias)
04
Chasque pra Dom Munhoz (Participação Especial: Gilberto Monteiro)
05
Aos Domingos (Participação Especial: Walther Morais)
06
De Santa Clara ao Além (Participação Especial: Leonel Gomez - Declamação: José Machado Leal)
07
Claridade
08
Milonga Sinuelo
09
Santo Chão (Participação Especial: César Oliveira e Rogério Melo)
10
Mouro Negro
11
Acorda Bugio
12
De Como Cantar um Flete (Participação Especial: Joca Martins)
13
Outros Pêlos
De Santa Clara ao Além (Participação Especial: Leonel Gomez - Declamação: José Machado Leal)
José Gaspar Machado da Silva e Leonel Gomez
(Part. Especial: Leonel Gomez - Declamação: José Machado Leal)
A lua se põe à vista,
Como quem vem de visita.
Semear a imagem bonita,
Nos confins dos corredores.
Beijar a face das flores,
Chegar nos ranchos por frestas.
E despertar a seresta,
No peito dos cantadores.
Um raio guacho descansa,
Sobre as loncas ressequidas.
Que de dia tomam vida,
E à noite velam as penas.
Dorme um par de nazarenas,
No gancho da pitangueira.
Sonhando com a barrigueira,
E a fúria dos mais ventenas.
Lá no oitão da ramada,
Um grilo altivo e faceiro.
Dobra o canto feiticeiro,
E um cusco deita ao relento.
Vem no reponte do vento,
De longe um berro de touro.
E uma tropilha de mouros,
Retoça no firmamento.
Se deus artista pintou,
Este quadro à imagem sua.
Fez dele a estampa xirua,
Dolente tristonha e bela.
A cada quadro uma tela,
Conforme o quadro lunar.
Para que se possa olhar,
E adormecer dentro dela.
(Part. Especial: Leonel Gomez - Declamação: José Machado Leal)
A lua se põe à vista,
Como quem vem de visita.
Semear a imagem bonita,
Nos confins dos corredores.
Beijar a face das flores,
Chegar nos ranchos por frestas.
E despertar a seresta,
No peito dos cantadores.
Um raio guacho descansa,
Sobre as loncas ressequidas.
Que de dia tomam vida,
E à noite velam as penas.
Dorme um par de nazarenas,
No gancho da pitangueira.
Sonhando com a barrigueira,
E a fúria dos mais ventenas.
Lá no oitão da ramada,
Um grilo altivo e faceiro.
Dobra o canto feiticeiro,
E um cusco deita ao relento.
Vem no reponte do vento,
De longe um berro de touro.
E uma tropilha de mouros,
Retoça no firmamento.
Se deus artista pintou,
Este quadro à imagem sua.
Fez dele a estampa xirua,
Dolente tristonha e bela.
A cada quadro uma tela,
Conforme o quadro lunar.
Para que se possa olhar,
E adormecer dentro dela.