Letra de Coplas de Viramundo - João Luiz Corrêa
Disco A
01
Abertura - O Poeta não Morre!
02
Coplas de Viramundo
03
Encomenda (Participação Especial: Luciano Maia - Declamação: Dorval Dias)
04
Chasque pra Dom Munhoz (Participação Especial: Gilberto Monteiro)
05
Aos Domingos (Participação Especial: Walther Morais)
06
De Santa Clara ao Além (Participação Especial: Leonel Gomez - Declamação: José Machado Leal)
07
Claridade
08
Milonga Sinuelo
09
Santo Chão (Participação Especial: César Oliveira e Rogério Melo)
10
Mouro Negro
11
Acorda Bugio
12
De Como Cantar um Flete (Participação Especial: Joca Martins)
13
Outros Pêlos
Coplas de Viramundo
Pra quem não sabe como andejo me apresento
Arrocinado no mundo destino e mala nos tentos
Deste meu jeito trago a querência marcada
Gadelhuda e basteriada marca véia que eu sustento
Conheço o vento pelo sopro donde vem
E a cara do calaveira quando não vale um vintém
Sempre foi gosto pra carreiras de domingo
Encilhar o melhor pingo com semblante de monarca
E se o bochincho descambar para algum rancho
Nem que seja de carancho me entrevero na fuzarca
Quando eu me apeio num bolicho de campanha
Pra lotar frasco de canha e me benzer na pulperia
Sigo alarife pra cabeceira da taba
E a alma velha se lava vendo a sorte que me espia
Ninguém me ganha no grito ninguém me aperta
Que na hora da lambança abro picada na certa
E assim por diante chapéu torto e satisfeito
Pouco sei dos meus direitos e que me importa o delegado
Surrando a vida e a cara destes ventenas
Não dou asas nazarenas pra bagual de lombo arcado
Arrocinado no mundo destino e mala nos tentos
Deste meu jeito trago a querência marcada
Gadelhuda e basteriada marca véia que eu sustento
Conheço o vento pelo sopro donde vem
E a cara do calaveira quando não vale um vintém
Sempre foi gosto pra carreiras de domingo
Encilhar o melhor pingo com semblante de monarca
E se o bochincho descambar para algum rancho
Nem que seja de carancho me entrevero na fuzarca
Quando eu me apeio num bolicho de campanha
Pra lotar frasco de canha e me benzer na pulperia
Sigo alarife pra cabeceira da taba
E a alma velha se lava vendo a sorte que me espia
Ninguém me ganha no grito ninguém me aperta
Que na hora da lambança abro picada na certa
E assim por diante chapéu torto e satisfeito
Pouco sei dos meus direitos e que me importa o delegado
Surrando a vida e a cara destes ventenas
Não dou asas nazarenas pra bagual de lombo arcado