Letra de Aos Domingos (Participação Especial: Walther Morais) - João Luiz Corrêa
Disco A
01
Abertura - O Poeta não Morre!
02
Coplas de Viramundo
03
Encomenda (Participação Especial: Luciano Maia - Declamação: Dorval Dias)
04
Chasque pra Dom Munhoz (Participação Especial: Gilberto Monteiro)
05
Aos Domingos (Participação Especial: Walther Morais)
06
De Santa Clara ao Além (Participação Especial: Leonel Gomez - Declamação: José Machado Leal)
07
Claridade
08
Milonga Sinuelo
09
Santo Chão (Participação Especial: César Oliveira e Rogério Melo)
10
Mouro Negro
11
Acorda Bugio
12
De Como Cantar um Flete (Participação Especial: Joca Martins)
13
Outros Pêlos
Aos Domingos (Participação Especial: Walther Morais)
José Gaspar Machado da Silva e Walther Morais
(Part. Especial: Walther Morais)
Domingo de manhãzinha,
Sento o recau no gateado.
De crina e casco aparado,
O mundo é tudo o que eu quero.
Meu pala branco de seda,
Bota negra reluzenta.
E uma bombacha cinzenta,
De tudo que mais venero.
(desta vida a gente leva,
Nos encontro do cavalo.
Pechando e botando pealo,
Coisa que faço me rindo.
Do bagual eu faço um pingo,
Pra um andejar de aragano.
Que não tem dias do ano,
Mais belos do que os domingos.)
Eu boto o pé no estribo,
E o flete campeia a volta.
Já co’o luzeiro d’escolta,
Unido à luz da boieira.
E o brilho da feiticeira,
Se corta no campo afora.
Co’a serenata da espora,
Pra uma canção estradeira.
Pelo caminho se vai,
Ao potreiro dos olhos dela.
Sogueiros de sentinela,
No lombo da sesmaria.
Clareando as barras do dia,
Encilho co’a liberdade.
E cabresteio a saudade,
Pra tironeá judiaria.
A se cantar uma flor,
O sentimento é dobrado.
Troca orelha o meu gateado,
Que inté nem toca no pasto.
E o vocabulário gasto,
Ensaia o que é de dizer.
As coisas do bem querer,
Pra garupa do meu basto.
(Part. Especial: Walther Morais)
Domingo de manhãzinha,
Sento o recau no gateado.
De crina e casco aparado,
O mundo é tudo o que eu quero.
Meu pala branco de seda,
Bota negra reluzenta.
E uma bombacha cinzenta,
De tudo que mais venero.
(desta vida a gente leva,
Nos encontro do cavalo.
Pechando e botando pealo,
Coisa que faço me rindo.
Do bagual eu faço um pingo,
Pra um andejar de aragano.
Que não tem dias do ano,
Mais belos do que os domingos.)
Eu boto o pé no estribo,
E o flete campeia a volta.
Já co’o luzeiro d’escolta,
Unido à luz da boieira.
E o brilho da feiticeira,
Se corta no campo afora.
Co’a serenata da espora,
Pra uma canção estradeira.
Pelo caminho se vai,
Ao potreiro dos olhos dela.
Sogueiros de sentinela,
No lombo da sesmaria.
Clareando as barras do dia,
Encilho co’a liberdade.
E cabresteio a saudade,
Pra tironeá judiaria.
A se cantar uma flor,
O sentimento é dobrado.
Troca orelha o meu gateado,
Que inté nem toca no pasto.
E o vocabulário gasto,
Ensaia o que é de dizer.
As coisas do bem querer,
Pra garupa do meu basto.