Letra de Baile Véio - Pátria Sulina

Baile Véio

(Letra: Ramiro Amorim | Música: Nilton Ferreira)

Apura o trote, meu baio quadralvo
Que hoje me salvo num baile macota
De pala branco pra trás atirado
E bem lustrado o bico da bota

O baile "véio" é de gaita e pandeiro
Eu sou ligeiro no passo da dança
Até o quadralvo relincha, faceiro
C'oas parelheiras da tropilha mansa

Tava a Ritinha me botando os "zóio"
E eu me apóio mesmo na certeza
Dê-lhe rancheira, arrodeando na sala
Esvoaçando o pala por cima das mesa'

Não que eu seja um tipo debochado
Mas os cunhados me tiram por mau
Nem terminava a primeira marca
Já me queriam me babar a pau

Gosto de baile e não quero peleia
Se a coisa enfeia, a brabeza me cega
Grito "xô, égua", alumiando a prateada
Abrindo picada em chircal e macega

O Villagran que já dançou com a Tita
Sabe a desdita de um mal entendido
Por nada o entrevero tá de pé
E até "muié" dá laço no marido

Na confusão, apaguei o candeeiro
Até lembrei o bochincho do Jayme
Deram uma tunda no Gil Bolicheiro
Por não ser ligeiro, apanhou de salame

De faconaço e balaço que vinha
Pela cozinha, pulei a janela
E o meu quadralvo, levando a Ritinha
Já me esperava perto da cancela

Não que eu seja um tipo debochado...

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