Letra de Confiança na Raça - Pátria Sulina
Pátria Sulina
CD Campanha 2008
Disco A
01
Maranatha
02
Ciclo Eterno
03
5 em Flor
04
Timbre de Saudade
05
Confiança na Raça
06
Fandango Galponeiro
07
Solidão Domeira
08
Metendo Corda
09
Tirão
10
Quando Abraço Uma Guitarra
11
Zaina Rabicana
12
Soiteira
13
Baile Véio
14
Deus dos Campeiros
15
Tirador
16
Pra Quem Tem o Campo Na Essência
Confiança na Raça
(Letra: Sérgio Saretto/Rômulo Madruga | Música: Nilton Ferreira)
O nosso gado anda escasso
Vai dando vaza, ano a ano
Ao pinheiro norte-americano
Que vem ganhando espaço
Já não vejo tropas no passo
Das carretas, só a carcaça
Mas tenho confiança na raça
Do homem campeiro serrano
E que o boi crioulo lageano
Não fique só na estátua da praça
Foste o primeiro nas tropeadas portuguesas
Desde a firmeza nas carretas primitivas
Que mais nativas povoaram na passagem
Desta paragem pra morada dos birivas
Assim, bendigo o tutano destes taitas
Que fez cruzar a serra grande pra o planalto
E, aqui do alto, pela força destes pastos
Deixaram rastros pra depois seguir o asfalto
O sul farrapo deve muito a ti, parceiro
Foste o guerreiro dos munícios nas encostas
Que, na peleia a Canabarro, sustentaram
Por ti forjaram a alcunha boi-de-botas
Raça antiga que o tempo não derrota
Que se alvorota a cada nova primavera
E aqui na serra, nessas antigas estâncias
Ficou costeando a volta de alguma tapera
E eu também sou nativo e serrano
Xiru paisano, criado num campo aberto
E tenho perto uma consciência crioula
Que franqueiro não tenha um futuro incerto
O tempo passa, mas o que é bom permanece
Leve contigo esta confiança na raça
Guardem, amigos, este rico patrimônio
Pra que não fique só a estátua na praça
Eu tenho fé que cruzarás o nosso tempo
Pra ser sustento do novos campechanos
Pela consciência de que foi preservado
E batizado boi crioulo lageano
Ainda sonho enxergar, num fim de tarde
O sol que arde na silhueta das coxilhas
A cena antiga de peleia em aspas largas
Na bruta carga por um lote de novilha
O nosso gado anda escasso
Vai dando vaza, ano a ano
Ao pinheiro norte-americano
Que vem ganhando espaço
Já não vejo tropas no passo
Das carretas, só a carcaça
Mas tenho confiança na raça
Do homem campeiro serrano
E que o boi crioulo lageano
Não fique só na estátua da praça
Foste o primeiro nas tropeadas portuguesas
Desde a firmeza nas carretas primitivas
Que mais nativas povoaram na passagem
Desta paragem pra morada dos birivas
Assim, bendigo o tutano destes taitas
Que fez cruzar a serra grande pra o planalto
E, aqui do alto, pela força destes pastos
Deixaram rastros pra depois seguir o asfalto
O sul farrapo deve muito a ti, parceiro
Foste o guerreiro dos munícios nas encostas
Que, na peleia a Canabarro, sustentaram
Por ti forjaram a alcunha boi-de-botas
Raça antiga que o tempo não derrota
Que se alvorota a cada nova primavera
E aqui na serra, nessas antigas estâncias
Ficou costeando a volta de alguma tapera
E eu também sou nativo e serrano
Xiru paisano, criado num campo aberto
E tenho perto uma consciência crioula
Que franqueiro não tenha um futuro incerto
O tempo passa, mas o que é bom permanece
Leve contigo esta confiança na raça
Guardem, amigos, este rico patrimônio
Pra que não fique só a estátua na praça
Eu tenho fé que cruzarás o nosso tempo
Pra ser sustento do novos campechanos
Pela consciência de que foi preservado
E batizado boi crioulo lageano
Ainda sonho enxergar, num fim de tarde
O sol que arde na silhueta das coxilhas
A cena antiga de peleia em aspas largas
Na bruta carga por um lote de novilha